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Operação “Emendafest“ enfraquece Congresso em embate por emendas com Dino

Um dos alvos da investigação é o assessor parlamentar Lino Rogério da Silva Furtado, então chefe de gabinete do deputado federal, Afonso Motta (PDT-RS), que por enquanto não está entre os investigados. Segundo a Polícia Federal, Lino Rogério negociava desvios de emendas com o lobista Cliver Fiegenbaum. Os recursos eram originalmente destinados ao hospital Ana Nery, no interior do Rio Grande do Sul.

Durante a investigação, foi encontrado um contrato firmado entre o hospital e uma empresa ligada a Fiegenbaum que estipulava uma comissão de 6% para o lobista sobre as emendas parlamentares. Os valores desviados passam de pouco mais de 500 mil reais.

Depois da operação, o deputado gaúcho se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para falar sobre o caso. “Eu nunca tive nenhuma relação que tivesse essa natureza ou esse tipo de envolvimento. Sempre com muita consideração e sabendo da necessidade destes hospitais, nós fizemos a indicação destas emendas”, argumentou Afonso Motta.

A operação chamada “Emendafest”, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Na semana passada, o ministro já havia intimado o Congresso e a Advocacia-Geral da União a prestarem esclarecimentos sobre as emendas. O caso desta quinta-feira (13) dá mais força ao magistrado na cobrança por mais transparência e rastreabilidade dos recursos liberados.

Atualmente, ao menos 20 investigações sobre desvios em emendas de senadores e deputados federais estão em curso no STF. O primeiro deles será julgado no próximo dia 25, envolvendo três deputados do PL. Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, ambos do Maranhão, e Bosco Costa, de Sergipe, são acusados pela Procuradoria-Geral da República de exigir R$ 1,7 milhão de um prefeito do interior do Maranhão para a liberação de R$ 6,7 milhões em emendas para a cidade. Os deputados negam as acusações.

A nova cúpula do Congresso tem dito, no entanto, que não vai abrir mão do poder conquistado sobre a distribuição de recursos. Hugo Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) já levaram o assunto em reunião realizada na Granja do Torto com o presidente Lula.

 

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