
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), classificou como “infelicidade” a própria atitude após a circulação de um vídeo em que aparece imitando uma pessoa com deficiência visual durante o Carnaval na Marquês de Sapucaí. As imagens foram registradas em um camarote e viralizaram nas redes sociais nos últimos dias.
Questionado por jornalistas nesta quinta-feira, Paes reconheceu o erro. “Foi uma infelicidade minha. Uma infelicidade”, declarou o prefeito, ao comentar o episódio. Nas imagens compartilhadas online, o prefeito aparece usando óculos escuros e segurando um objeto que simula uma bengala — itens tradicionalmente associados ao auxílio de pessoas cegas ou com baixa visão.
A reação foi imediata. Usuários criticaram a postura e apontaram desrespeito à comunidade de pessoas com deficiência. Um vídeo publicado por um jovem com deficiência visual também repercutiu, defendendo que a condição não deve ser tratada como forma de “entretenimento” e nem usada como “brincadeira”.
O caso também teve desdobramento político. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou em suas redes sociais o vídeo do jovem que critica o prefeito e atacou Paes, chamando-o de “o amigão” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A presença de Lula no camarote do prefeito durante o Carnaval também foi mencionada por adversários políticos. O presidente esteve na Sapucaí para assistir ao desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que apresentou um enredo em sua homenagem. A iniciativa tem sido questionada por opositores, que alegam possível propaganda eleitoral antecipada.
Também acompanharam o evento a primeira-dama Janja da Silva, o vice-prefeito Eduardo Cavalieri e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. A ida do presidente ao Sambódromo contou com esquema reforçado de segurança e atuação da Polícia Federal.