
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), criticou neste domingo (21/12) uma possível mudança nas regras que limitam o número de voos no Aeroporto Santos Dumont, na região central da capital fluminense. Segundo ele, haveria um movimento dentro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para flexibilizar as restrições atualmente em vigor.
Em publicação nas redes sociais, Paes afirmou que a medida representaria uma ameaça à política adotada pelo governo federal para fortalecer o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, por meio da limitação de operações no Santos Dumont. O prefeito chegou a mencionar a atuação de “forças ocultas” contra os interesses do Rio de Janeiro.
O prefeito divulgou o que classificou como um documento da Anac, datado de quarta-feira (17/12), no qual a agência convocaria companhias aéreas para uma reunião de última hora, na qual teria sido comunicada a possível mudança de regras.
“Inacreditável! E o mais grave: se baseando em parâmetros do acordo realizado no TCU — cuja decisão foi justamente para criar mecanismos de preservar a política pública que salvou e fortaleceu o Galeão. Um absurdo”, escreveu Paes.
Ele se referiu a um acordo firmado no Tribunal de Contas da União (TCU), que, segundo o prefeito, teve como objetivo preservar a política pública que prioriza o Galeão como principal hub aéreo do estado. De acordo com Paes, a restrição de voos no Santos Dumont foi decisiva para a retomada do aeroporto internacional nos últimos dois anos.
O prefeito citou dados que indicam crescimento no movimento do Galeão, com o número de passageiros passando de cerca de 8 milhões em 2023 para uma projeção de 17 milhões em 2025. Paes também destacou o aumento no fluxo de turistas internacionais, que teria ultrapassado 2 milhões neste ano.
Paes considerou a possível flexibilização como “um absurdo” e afirmou que a iniciativa atenderia a “interesses no mínimo estranhos”. Ao final da postagem, disse confiar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, não permitirão mudanças que, segundo ele, coloquem em risco a recuperação do Galeão, considerado estratégico para o desenvolvimento do Rio de Janeiro e do país.