quarta-feira, 15 de abril de 2026 - 12:32

  • Home
  • Política
  • PF apreende R$ 1,5 milhão em jatinho alugado por “Rei do Lixo”

PF apreende R$ 1,5 milhão em jatinho alugado por “Rei do Lixo”

A apreensão de cerca de R$ 1,5 milhão em espécie dentro de uma aeronave que fez o percurso Salvador-Brasília tem ajudado a Polícia Federal (PF) a desvendar um esquema de pagamento de propina envolvendo empresários e agentes públicos.

O dinheiro apreendido no dia 3 de dezembro norteou a operação Overclean, na terça-feira (10).

A ação, realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), contou com a cooperação da Agência Americana de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations).

De acordo com os investigadores, o grupo criminoso movimentou R$ 1,4 bilhão e se dedicava a desviar verbas públicas de contratos de engenharia, inclusive por meio de emendas parlamentares.

Ao todo foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão preventiva. Entre os presos está a empresário José Marcos Moura, conhecido na capital baiana como “Rei do Lixo”.

Segundo a PF, o voo em que foi apreendido o dinheiro foi “organizado” por ele – apontado como líder da organização criminosa. A aeronave de pequeno porte está em nome de uma empresa de táxi aéreo. A defesa dos investigados ainda não se manifestou.

Além dos R$ 1,5 milhão em espécie, os policiais federais também encontraram no avião uma planilha.

“[Documento] contendo relação de contratos e valores, com menção a ‘MM’ (possível referência a MARCOS MOURA), totalizando mais de R$ 200 milhões em contratos suspeitos no Rio de Janeiro e Amapá”, diz trecho de decisão judicial que embasou a operação.

O juiz responsável pelo caso, Fábio Moreira Ramiro, explica no despacho que as apurações da operação Overclean tiveram origem em investigações da CGU a respeito de um pregão eletrônico realizado pela Coordenação Estadual do Dnocs em 2021.

“A atuação do grupo era estruturada em operadores centrais e regionais que cooptavam servidores públicos para obter vantagens ilícitas, tanto no direcionamento quanto na execução de contratos. Após a celebração dos contratos fraudulentos, as empresas envolvidas superfaturavam valores e aplicavam sobrepreços, repassando propinas por meio de empresas de fachada ou métodos que ocultavam a origem dos recursos”, informa a CGU.

A CNN tenta contato com os citados.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

PF faz operação contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão

A Polícia Federal (PF) faz na manhã desta quarta-feira (15) a Operação Narcofluxo para desarticular…

Homem é preso por vender churrasquinho por R$ 10 mil em Copacabana

Segundo a Polícia Civil, o golpista usou uma máquina adulterada para a…

Número de eleitores com mais de 60 anos cresceu 74%, aponta pesquisa

Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados…

Ir para o conteúdo