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PF indicia deputada Lucinha, apontada como “madrinha” da milícia no Rio

A Polícia Federal (PF) indiciou a deputada estadual Lúcia Helena de Amaral Pinto, conhecida como Lucinha (PSD), suspeita de envolvimento com uma milícia que atua no Rio de Janeiro.

Investigações da PF e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que a deputada agia como lobista em benefício da milícia que atua na zona oeste do Rio de Janeiro, a milícia do Zinho – o Luís Antônio da Silva Braga.

Zinho era considerado o miliciano mais procurado do Rio de Janeiro até que se entregou à PF em 24 de dezembro do ano passado, com 12 mandados de prisão em aberto. O miliciano se entregou após a deputada Lucinha ser alvo de operação, uma semana antes.

O indiciamento da parlamentar foi enviado pela PF à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que estuda cassação do mandato dela. À CNN, a Casa informou que os trabalhos foram retomados na segunda-feira (29) pelo Conselho de Ética da Alerj. “Regimentalmente, o Colegiado tem cinco dias corridos para citar e intimar a deputada Lucinha (PSD) que, por sua vez, terá 10 dias corridos para entregar sua defesa por escrito”, completou.

Fontes da PF ouvidas pela CNN dizem que a deputada é o “braço político da milícia do Zinho”, uma das mais poderosas e violentas do Rio e com forte atuação na região populosa de Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense.

Por conta desse laço, de acordo com a força-tarefa, Lucinha é chamada de “madrinha” pelos paramilitares de Zinho, pelas facilitações e auxílios ao grupo. A assessora da deputada também é apontada como integrante do grupo.

Segundo investigadores, há forte articulação política junto aos órgãos públicos para atender os interesses do grupo miliciano.

Com base nas apurações, a PF e o MPRJ fizeram na manhã de 18 de dezembro passado a “Operação Batismo”, com oito mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Santa Cruz e no gabinete da deputada, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A ação foi um desdobramento da operação Dinastia, deflagrada pela PF do Rio em agosto de 2022, com o objetivo de desarticular organização criminosa formada por milicianos.

A defesa da deputada não foi encontrada pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

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