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PL fecha chapa ao governo e ao Senado no Rio, mas adia definição de nome para mandato-tampão

Marcio Canella, Claudio Castro, Flavio Bolsonaro, Douglas Ruas e Rogério Lisboa – Divulgação

O PL bateu o martelo nesta terça-feira (24), em Brasília, e definiu sua chapa para a disputa ao governo do Rio e ao Senado em 2026. O secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), será o candidato ao Palácio Guanabara, tendo como vice o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP). Para o Senado, o acordo prevê as candidaturas do governador Cláudio Castro (PL) e do prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil).

A definição ocorre após dias de pressão interna. O senador Flávio Bolsonaro retornou de viagem ao exterior para destravar as negociações, em meio à preocupação de aliados com a lentidão do partido na montagem do palanque no estado. A demora contrastava com o movimento do prefeito Eduardo Paes (PSD), que já havia anunciado sua vice, reorganizando o tabuleiro eleitoral.

Reação ao avanço de Paes

A escolha da vice de Paes, ligada ao MDB, acelerou as tratativas no campo bolsonarista. Dirigentes do PL avaliavam que o partido corria o risco de perder protagonismo no principal reduto eleitoral da família Bolsonaro.

A reunião em Brasília contou, além de Flávio, com o presidente estadual da sigla, Altineu Côrtes, e com Castro. Num segundo momento, Douglas Ruas e Rogério Lisboa foram chamados à capital federal para sacramentar o acordo.

Com o arranjo, o PL consolida aliança com PP e União Brasil, ampliando tempo de propaganda eleitoral e acesso a recursos do Fundo Eleitoral. As três legendas estão entre as que mais comandam prefeituras no estado, fator considerado estratégico na disputa. Na atual bancada da Assembleia Legislativa, dos 70 deputados, 33 pertencem às três legendas.

Senado e renúncia

Também ficou definido que Castro disputará o Senado. Para isso, terá de renunciar ao governo até 4 de abril, conforme determina a legislação eleitoral.

A saída abre caminho para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa (Alerj), que escolherá um governador-tampão para mandato até o fim do ano. O nome, porém, ainda não foi fechado.

Castro defende o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, mas interlocutores afirmam que Flávio e o grupo de Altineu preferem que o próprio Ruas dispute a eleição indireta. A avaliação é que chegar à campanha já no exercício do cargo daria ao candidato mais visibilidade e controle da máquina administrativa na disputa contra Paes.

A segunda vaga ao Senado na chapa será ocupada por Canella. O PL indicou como primeira suplente a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Vice cortejado por Paes

Rogério Lisboa chegou a ser cotado para compor a chapa de Paes. A dificuldade do prefeito em assegurar o apoio formal do PP, porém, levou o PSD a avançar sobre o MDB, consolidando aliança com o grupo do ex-deputado Washington Reis.

Nos bastidores, a leitura é que os arranjos ainda podem sofrer ajustes até o início formal da campanha. Integrantes do PL admitem que Paes pode tentar reaproximação com partidos hoje alinhados ao bolsonarismo.

Quem é Douglas Ruas

Deputado estadual licenciado, Douglas Ruas é secretário de Cidades e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL). O município é o terceiro maior colégio eleitoral do estado, com aproximadamente 1 milhão de habitantes e é considerado base estratégica do grupo político liderado por Altineu Côrtes. Capitão Nelson tem aprovação de sua gestão superior a 80%.

Nos últimos meses, Ruas afirmou a aliados que só disputaria o governo se tivesse condições competitivas, o que, em sua avaliação, inclui assumir antes o mandato-tampão para enfrentar Paes no cargo.

Quem é Rogério Lisboa

Ex-prefeito de Nova Iguaçu por dois mandatos, Rogério Lisboa deixou o cargo com alta aprovação no quarto maior reduto eleitoral do Estado, com cerca de 950 mil habitantes. Seu capital político foi determinante para torná-lo peça-chave na negociação entre PL e PP, depois de ser cortejado por meses pelo PSD de Eduardo Paes. Advogado, foi também vereador pelo mesmo município e deputado estadual e federal.

Quem é Márcio Canella

Prefeito de Belford Roxo, sexto maior município do Estado e terceiro na Baixada Fluminense, com cerca de 500 mil habitantes, Márcio Canella é um dos principais quadros do União Brasil no Rio de Janeiro.

Em pouco mais de um ano a frente do cargo, Canella conquistou uma aprovação superior a 80%, com sua política de retirada de barricadas das inúmeras comunidades carentes da cidade (prática copiada por Claudio Castro) e obras de saneamento e embelezamento no município antes conhecido como o “patinho feio da Baixada”. Chega a ser aplaudido nas ruas e no comércio local. Pesa contra ele denúncias de envolvimento e até chefia de milicias da região.

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