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Por pouco! Restaurante tradicional do Rio quase foi homenageado em “O Agente Secreto”; saiba qual

Tradição e Sabor em um Patrimônio de 150 Anos – Foto: Divulgação

Um detalhe de figurino quase levou um dos restaurantes mais tradicionais do Rio para as telas do cinema brasileiro. Antes da escolha final de “O Agente Secreto”, o diretor Kleber Mendonça Filho contou, em entrevista à revista GQ Brasil, que cogitou vestir o personagem de Wagner Moura com uma camiseta do Bar Lamas — um dos maiores símbolos da gastronomia carioca.

A ideia, no entanto, acabou não indo para a versão final. No lugar, entrou uma camiseta da Pitombeira dos Quatro Cantos, que rapidamente ganhou destaque e ganhou status de fenômeno cultural. Ainda assim, a simples menção ao Lamas já foi suficiente para colocar o tradicional endereço novamente no radar.

Fundado em 1874, o Lamas atravessa gerações e faz parte da própria história do Rio. Considerado um dos estabelecimentos mais antigos em funcionamento na cidade, o local nasceu no Largo do Machado e, desde os primeiros anos, funcionou como ponto de encontro de diferentes perfis da sociedade carioca.

Fundado em 1874, o Lamas atravessa gerações – Foto: Divulgação

Ao longo de mais de um século, passaram por suas mesas intelectuais, artistas, políticos e empresários. O clima sempre foi de proximidade — daqueles lugares em que o cliente vira da casa — o que ajudou a construir uma relação afetiva com o público.

A fama também ultrapassou as fronteiras da cidade. Com cozinha reconhecida e um cardápio clássico, o Lamas virou parada obrigatória em guias internacionais e destino certo para turistas em busca de um pedaço da história carioca, com memória e tradição.

Em 1974, após mudanças urbanas na região, o restaurante se mudou para o Flamengo, onde funciona até hoje, mantendo o estilo tradicional e a identidade que o consagraram ao longo de décadas.

Restaurante Lamas – Foto: Divulgação

Se o Lamas ficou de fora do filme, a peça escolhida roubou a cena. Com estética retrô inspirada nos anos 1970, a camiseta da Pitombeira viralizou após a estreia e passou a circular com força nas redes e nas ruas. O impacto foi imediato: cerca de 30 mil unidades já foram vendidas. Em várias cidades, o modelo passou a ser chamado simplesmente de “a camisa do filme” e fez sucesso no carnaval.

Enquanto isso, o Lamas segue firme como um dos grandes marcos da cidade. Mais do que resistir ao tempo, continua sendo um espaço de encontro, atravessando gerações. Mesmo sem aparecer na tela, o restaurante ganhou um destaque indireto — e poderoso.

No fim das contas, a situação mostra como o cinema dialoga com símbolos afetivos das cidades. E, no Rio, poucos lugares carregam tanto significado quanto o Lamas.

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