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Por que o MEC precisa aprovar o curso de Medicina da PUC-Rio

Divulgação

Como ex-aluno da PUC-Rio e vereador do Rio de Janeiro, me sinto na obrigação de entrar neste debate público sobre a criação do curso de Medicina da universidade. Não se trata de uma pauta apenas da instituição, mas sim de uma pauta da cidade.

A PUC é uma instituição filantrópica, reconhecida nacionalmente por sua excelência acadêmica, seriedade e compromisso social. Com mais de 40% dos seus alunos de graduação sendo bolsistas, a universidade cumpre um papel essencial na inclusão social e na promoção do acesso à educação de qualidade na nossa cidade. São décadas formando lideranças e profissionais capacitados nas mais diversas áreas, incluindo egressos que participaram de grandes realizações para o país, como a criação do Plano Real.

O pedido de abertura do curso de graduação em Medicina não surge de improviso. Há mais de 10 anos a PUC-Rio tenta viabilizar esse projeto, que está alinhado à sua trajetória acadêmica, já presente na área da saúde desde a década de 1950, embora, até agora, com atuação restrita à pós-graduação. Esse novo curso foi cuidadosamente estruturado, baseado em critérios técnicos e com parcerias sólidas com hospitais consolidados, incluindo o Hospital Miguel Couto, vizinho ao campus, com o qual a Prefeitura já anunciou um acordo encaminhado.

E o que falta: vontade política para destravar o processo no Ministério da Educação. O principal entrave é uma regra completamente descolada da realidade, que exige que o hospital parceiro esteja sob o mesmo CNPJ da universidade — exigência que, na prática, inviabiliza colaborações sérias como essa e que precisa ser urgentemente revista.

O país enfrenta desafios relevantes na formação e retenção de profissionais de saúde. Autorizar o curso de Medicina da PUC é uma medida concreta para ampliar a oferta de médicos qualificados. Mais do que formar profissionais, trata-se de incorporar uma abordagem humanista, técnica e inovadora à rede de saúde da cidade.

Educação e saúde caminham juntas. Quando universidades sérias formam bons médicos, fortalecem todo o sistema de saúde. Ao oferecer cursos de qualidade, com professores experientes e estrutura sólida, estamos investindo diretamente na melhoria do atendimento médico à população.

Se a burocracia continuar falando mais alto do que o bom senso, quem perde não é a universidade — é o Rio.

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