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‘Precisamos de câmeras noturnas’: mensagens mostram como CV planejava vigiar polícia

De acordo com o documento, integrantes da facção conversaram em um grupo de WhatsApp para discutir a compra e o uso dos equipamentos

PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDOVista de carro incinerado por traficantes para tentar impedir o acesso de policiais no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025

O Comando Vermelho (CV) planejava utilizar drones equipados com câmeras de visão noturna e térmica para monitorar a atuação policial durante a noite, segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que motivou a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na última terça-feira (28). A ação resultou na morte de 121 pessoas, tornando-se a mais letal da história do estado.

De acordo com o documento, integrantes da facção trocavam mensagens em um grupo de WhatsApp para discutir a compra e o uso dos equipamentos. Além do uso de tecnologia, o MPRJ afirma que os grupos de mensagens eram utilizados para coordenar a venda de drogas, organizar escalas de plantão nas bocas de fumo, definir pontos de vigilância armada e orientar o treinamento de novos integrantes. Doca é citado como a principal liderança em liberdade, e outras 68 pessoas foram denunciadas por associação ao tráfico.

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Em um dos diálogos, Carlos da Costa Neves, conhecido como Gadernal, lamenta a limitação dos drones disponíveis e defende a necessidade de adquirir modelos mais avançados: “A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”. Ele acrescenta: “O BX vai comprar o noturno. Estamos esperando aí comprar.”

Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão, concorda com a proposta: “O meu não é noturno, não, cara. Nós temos que comprar o noturno. O Nicolas até ficou de ver essa parada.” Outro integrante complementa: “De dia nós vamos ver limpo, mas de noite nós vamos ver escuro. Temos que ter o térmico, o que nós vamos conseguir ver.”

As mensagens mostram que os líderes do CV buscavam ampliar o controle sobre os territórios e reforçar o monitoramento das forças de segurança. Durante a megaoperação, segundo o MPRJ, criminosos chegaram a usar drones para lançar explosivos contra os agentes.

Gadernal é apontado como gerente geral do tráfico no Complexo da Penha e responsável pela expansão da facção na região de Jacarepaguá, ao lado de Edgar “Doca” e Juan Breno “BMW”. A denúncia descreve que ele “exerce chefia sobre a grande maioria dos traficantes, orientando sobre aquisição de armas de fogo, drones de vigilância e outros equipamentos”.

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