
A Prefeitura de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, oferece à população tratamento gratuito para animais com esporotricose, tipo de micose profunda causada por fungos da família Sporothrix que, em 95% dos casos, acomete os gatos e pode ser transmitida a humanos.
Os tutores podem levar os felinos com suspeita da doença para consulta veterinária e tratamento gratuitos no Centro de Controle Populacional de Animais Domésticos (CCPAD), localizado no número 105 da Travessa Luis de Matos, no bairro Fonseca, Zona Norte da cidade. Vale ressaltar que é necessário apresentar comprovante de residência para tal.
A esporotricose é caracterizada por feridas que não cicatrizam e, em geral, aparecem nas regiões da face, focinho, orelhas e patas. Porém, as marcas podem surgir também em outras partes do corpo, sendo necessário o isolamento do animal, devido ao risco de transmissão a pessoas e a outros bichos. Outra característica evidente são áreas sem pelo (alopecia).
O CCPAD oferece, atualmente, 20 vagas de consulta com veterinário às segundas-feiras, das 10h às 16h, com atendimento realizado por ordem de chegada. O animal será avaliado e passará por exame clínico, recebendo medicamento antifúngico para tratamento, além de acompanhamento a cada 30 dias.
”Os tutores devem manter uma rotina de cuidados com a saúde e o bem-estar dos animais, buscando sempre uma consulta com o veterinário. Estamos recebendo gatos com suspeita de esporotricose para avaliação e tratamento gratuitos. Então, convocamos a todos que fiquem atentos e observem seus felinos e não deixem de buscar atendimento. A prevenção é sempre a melhor opção”, alerta Marcelo Pereira, coordenador especial de Direitos dos Animais.
Recomendações
Uma vez confirmada a doença, o Ministério da Saúde recomenda uso de luvas no manuseio do animal, que deverá ser separado do convívio das pessoas da residência, principalmente de crianças, e recolhido em local seguro. Utensílios, brinquedos e outros objetos precisam ser lavados com água e sabão e desinfetados diariamente.
Em caso de morte, o animal não deverá ser enterrado ou jogado no lixo, e sim encaminhado ao veterinário para incineração o mais rapidamente possível. Os locais onde o bichinho habitava precisam ser descontaminados, preferencialmente com hipoclorito de sódio.