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Prefeitura do Rio cria duas unidades de conservação para proteger manguezais

Foto: Vladimir Fernandes/SMAC

Neste domingo (26/07), quando é celebrado o Dia Mundial de Proteção aos Manguezais, a cidade do Rio chega à data com uma ampliação das áreas protegidas desse ecossistema. A criação de duas novas Unidades de Conservação (UCs), como parte da implantação do Corredor Azul, acrescentou cerca de 34 hectares de manguezais à área oficialmente protegida, elevando o total para mais de 3.200 hectares no município.

As novas unidades foram instituídas por decretos publicados no fim de junho e abrangem o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, ambas localizadas na Zona Sudoeste. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), uma vistoria técnica confirmou a incorporação de áreas de manguezal à nova APA.

A criação das unidades segue as diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), previsto na Lei Federal nº 9.985/2000, e tem como objetivo ampliar a preservação de áreas de Mata Atlântica, além de fortalecer estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

O Refúgio de Vida Silvestre das Florestas de Jacarepaguá foi criado para preservar ambientes naturais e garantir a conservação da fauna e da flora da região, funcionando de forma integrada com outras áreas protegidas, como o Parque Nacional da Tijuca. Já a APA das Lagoas de Jacarepaguá estabelece normas para conciliar a ocupação da região com a preservação ambiental e o uso sustentável dos recursos naturais.

Ecossistema estratégico

Os manguezais desempenham um papel essencial na proteção da costa e na manutenção da biodiversidade. Esses ambientes funcionam como berçários naturais para peixes, crustáceos e aves, além de ajudarem a reduzir processos de erosão e armazenarem grandes quantidades de carbono, contribuindo para o enfrentamento das mudanças climáticas.

No Brasil, os manguezais são protegidos pelo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012), que os classifica como Áreas de Preservação Permanente (APPs). No âmbito municipal, a proteção também está prevista na Lei Complementar nº 270/2024, que estabelece diretrizes para a preservação do patrimônio natural, da biodiversidade e das Unidades de Conservação do Rio de Janeiro.

Além da ampliação das áreas protegidas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente mantém ações de limpeza e conservação dos manguezais e lagoas da cidade, além de projetos de educação ambiental voltados à conscientização sobre a importância desse ecossistema. Também está disponível ao público o portal Manguezais Cariocas, que reúne informações sobre as áreas de mangue existentes no município e sua relevância ambiental.

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