Fechado desde 2011, o Teatro Villa-Lobos, em Copacabana, pode ser reaberto em uma nova tentativa de reativação do espaço cultural, construído no fim da década de 1970 e totalmente destruído por um incêndio há 15 anos. A Prefeitura do Rio anunciou que pretende apresentar uma carta-proposta em parceria com o Ministério da Cultura para que o Governo do Estado transfira a gestão do imóvel ao município.
O anúncio foi feito na noite desta terça-feira pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que afirmou que a intenção é abrir caminho para uma recuperação estruturada do teatro, com participação dos governos municipal, estadual e federal. A proposta depende agora de negociação com o governador em exercício Ricardo Couto, a quem caberá analisar a possibilidade de cessão do espaço ao município.
A ideia da Prefeitura é assumir a requalificação do equipamento cultural e reabrir o teatro ao público. O Villa-Lobos foi inaugurado em 1979, batizado em homenagem ao maestro Heitor Villa-Lobos, e já recebeu grandes nomes do cenário cultural carioca.
O complexo era formado por três espaços distintos. Além do teatro principal, com capacidade para 463 lugares, havia ainda as salas Monteiro Lobato e Arnaldo Niskier, voltadas a atividades complementares e eventos menores. A estrutura, que chegou a ser referência cultural no bairro, foi completamente destruída durante o incêndio registrado no início de setembro de 2011.
Em 2024, o Governo do Estado chegou a anunciar uma articulação envolvendo a Funarj, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e a Associação de Servidores da fundação para viabilizar a inscrição do projeto na Lei Rouanet. A estratégia previa captação de recursos privados para financiar a reconstrução, em modelo semelhante ao adotado em outras reformas de equipamentos culturais no Rio.
Desde 2023, a Associação de Moradores Amigos de Copacabana também mantém tratativas com a Funarj sobre a retomada do equipamento.
