O presidente do Instituto de Qualificação da Contratação na Saúde Suplementar (IQCS), Paulo Rebello, criticou o veto ao exame toxicológico obrigatório para quem vai tirar a primeira carteira de habilitação nas categorias A e B (moto e carro de passeio). Para Rebello, ex-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o exame é uma ferramenta importante na redução dos acidentes e no combate às drogas.
“Desde que foi implementada a obrigatoriedade do exame para motoristas profissionais das categorias C, D e E, em 2016, houve uma queda expressiva, de 34% a 54, em acidentes envolvendo caminhões e ônibus em rodovias federais e estaduais. Houve também redução de 60% no uso de drogas por motoristas de carga entre 2015 e 2019”, revelou Rebello, na 13ª edição do Fórum de Lisboa, em Portugal, em painel sobre “Política de Drogas: entre Segurança e Saúde Pública”.
“O exame gerou uma economia de R$ 74 bilhões no PIB brasileiro no primeiro ano de aplicação plena. Além disso, mais de 28 mil motoristas que testaram positivo entre 2016 e 2019, após tratamento e reabilitação, refizeram o exame toxicológico e apresentaram resultado negativo”, reforçou o presidente do IQCS.