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Preso traficante que era alvo da mega operação policial que neutralizou 117 marginais

Prisão do traficante goiano Bozo, na praia de São Conrado / Foto: Reprodução

A Polícia Militar prendeu neste domingo, na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, o traficante Jhonnathan Wallef Moura Santos, conhecido como Bozo, que era um dos alvos da bem sucedida operação policial que acabou matando 117 bandidos no complexo do alemão. O criminoso, natural de Goiás e com atuação ligada ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro – que virou refúgio de criminosos de todo o país após a proibição, durante a pandemia, das operações policiais em favelas – vinha sendo procurado desde a ofensiva que teve como objetivo central a sua prisão e a desarticulação da estrutura armada que o cercava.

Segundo a corporação, contra ele havia mandado de prisão em aberto. Após trabalho de inteligência, os policiais localizaram o traficante na praia de São Conrado, onde foi finalmente preso. A abordagem ocorreu sem confronto, e o bandido foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais, ficando à disposição da Justiça. Ele estava escondido na Rocinha.

Na megaoperação, embora Bozo não tenha sido localizado, a ofensiva neutralizou mais de cem criminosos armados e reduziu de forma significativa a capacidade operacional da facção envolvida, desmontando esquemas de proteção, rotas de fuga e pontos de apoio utilizados pelo traficante. O principal alvo da operação era o traficante Doca, que segue foragido.

Investigadores apontam que o homem preso exercia função estratégica dentro da organização criminosa, atuando no comando do tráfico e na coordenação de ações armadas. A avaliação das forças de segurança é de que a operação cumpriu seu papel ao enfraquecer o grupo e criar as condições necessárias para que o alvo fosse localizado e capturado posteriormente.

Com a prisão, a Polícia Militar considera encerrada uma das frentes mais sensíveis da operação, destacando que o combate ao crime organizado exige ações contínuas, inteligência e presença permanente do Estado. As investigações seguem para identificar outros integrantes da facção e aprofundar a responsabilização criminal do grupo.

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