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PROCON-RJ encontra variação de até 160% nos preços de produtos de Páscoa no estado

(Foto: Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro/Reprodução)

A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e o PROCON-RJ divulgaram a pesquisa de preços de produtos de Páscoa de 2026 no estado do Rio de Janeiro, e o retrato não é dos mais leves para o bolso. O levantamento encontrou variação de até 160,32% no preço de um mesmo item, além de aumento médio de 16,85% na comparação com o ano passado.

Feita entre 26 de fevereiro e 16 de março, a pesquisa analisou 70 produtos, entre ovos de Páscoa, barras de chocolate e caixas de bombons, em lojas físicas e plataformas digitais. No resultado geral, a variação média de preços ficou em 63,37%, o que mostra que o consumidor pode pagar bem mais caro, dependendo de onde compra.

Para o secretário Gutemberg Fonseca, o levantamento ajuda no planejamento das famílias. “Investir na informação é fundamental para garantir que o consumidor faça escolhas mais conscientes e econômicas. A pesquisa permite identificar diferenças expressivas de preços e contribui para o planejamento financeiro das famílias”, destacou Gutemberg Fonseca.

Entre os itens analisados, a maior diferença apareceu na barra de chocolate com biscoito Choco Trio, da Nestlé, de 90 gramas. O produto foi encontrado por preços entre R$ 4,99 e R$ 12,99. A variação, nesse caso, chegou a 160,32%.

O estudo mostra que a disparidade não ficou restrita a um ou outro produto. Segundo a pesquisa, 58% dos itens apresentaram variação entre 50% e 100%. Só 8% tiveram diferença inferior a 25%. Na prática, isso significa que comparar preços antes de sair comprando virou quase obrigação.

A alta também aparece quando a comparação é feita com 2025. De acordo com o levantamento, o custo estimado de uma cesta típica de Páscoa subiu de cerca de R$ 200 para R$ 233,70 neste ano. É um avanço que pesa ainda mais num período em que muita gente já precisa reorganizar o orçamento para dar conta das despesas do mês.

O estudo também olhou para o mercado de lojas especializadas em chocolate. Nesse recorte, a Brasil Cacau registrou redução média de 7,56% no preço por grama, enquanto a Lindt teve queda de 4,82%. Já Kopenhagen e Cacau Show seguiram na direção oposta, com altas de 4,95% e 5,94%, respectivamente.

A pesquisa reforça um conselho simples, mas que faz diferença: pesquisar antes de comprar. Em períodos como a Páscoa, quando a demanda sobe e o apelo emocional pesa, a pressa costuma sair caro. No cenário deste ano, escolher bem onde comprar pode representar uma economia real para quem não quer deixar a data passar em branco.

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