
Nos dias 29 e 30 de abril, 160 profissionais da atenção primária do Estado do Rio de Janeiro participarão de oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel no Sistema Único de Saúde (SUS), conhecido como Implanon. O treinamento também vai envolver outros métodos contraceptivos e abordagens que visam o diálogo sobre a saúde sexual e reprodutiva dos pacientes.
Com carga horária de 12 horas no caso de enfermeiros e 6 horas para médicos, as oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com uso de simuladores anatômicos, supervisionadas por facilitadores do Ministério da Saúde.
O treinamento tem como foco a prática segura e o cumprimento das normativas profissionais. Os encontros também preveem espaços de diálogo com gestores locais para fortalecer a implementação nos territórios.
A inciativa integra a segunda fase das oficinas de qualificação empreendidas pelo Governo Federal, cuja meta é a qualificação de mais 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública nacional.
Desde o seu lançamento, o programa alcançou mais de 2,9 mil profissionais e gestores, de 682 municípios. Desse total, cerca de 1,8 mil médicos e enfermeiros foram qualificados para realizar a inserção e retirada do implante contraceptivo.
O Implanon é um implante subdérmico, com alto nível de segurança e eficácia como método contraceptivo de longa duração – pode chegar até três anos. Após esse tempo, o implante deve ser retirado. Em caso de interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. Uma das vantagens do Implanon é que a fertilidade retorna rapidamente após a sua remoção.
Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 500 mil unidades para todas as unidades da federação, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e critérios de vulnerabilidade social. O Rio de Janeiro foi contemplado com cerca de 54 mil implantes. Em 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de unidades do Implanon.