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Programa “Gente do Rio” comemora quatro anos destacando histórias de personagens cariocas

Divulgação

No dia 4 de julho, o programa “Gente do Rio” completa quatro anos de exibição na Tv Band. A atração, transmitida semanalmente, tem como proposta promover debates sobre temas relacionados ao cotidiano carioca. Apresentado pela jornalista Mônica Ramos, o programa traz convidados que vão desde nomes conhecidos do cenário artístico, como Alcione, Zeca Pagodinho, até autoridades políticas, como o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro.

Ao longo dos quatro anos, o Gente do Rio consolidou uma proposta estruturada: são 30 minutos de conversas aprofundadas que mesclam temas como desigualdade social, dinâmicas dos bairros e experiências pessoais. O objetivo é trazer diferentes pontos de vista sobre o cotidiano carioca, por meio de quadros como o Momento Cartomante, no qual os entrevistados compartilham histórias que vão da nostalgia, como no “saudade da minha laje”, ao espírito irreverente do carioca raiz, com expressões como “vamos marcar” e “o Rio é um esculacho”. O quadro também abre espaço para que os convidados relembrem lugares da cidade que marcaram suas vidas.

No momento “Cadeira no Portão”, Mônica Ramos propõe uma conversa mais subjetiva, em que cada um dá sua opinião sobre diferentes personalidades do Rio de Janeiro. A proposta é criar uma espécie de retrato coletivo da identidade carioca a partir das memórias e referências afetivas de quem vive na cidade.

Para marcar os quatro anos de exibição, a apresentadora concedeu uma entrevista exclusiva para o Diário do Rio, em que analisa a trajetória do programa, comenta os bastidores da produção e explica como falar diretamente sobre o cotidiano do carioca.

Fazendo uma retrospectiva desses quatro anos, qual aprendizado você teve ouvindo tantas histórias?
O programa nasceu de uma vontade da Band de estar mais próximo do público carioca, então com o ‘Gente do Rio’ eu aprendo todo dia e toda hora. Tem entrevistas que você vai sem expectativa nenhuma e a conversa flui, então sempre é possível aprender com o programa. Eu nunca tinha feito televisão, aprendi após 54 anos. Esses quatro anos foram uma busca para traduzir a alma do Rio, não só do carioca, mas do Rio de Janeiro como um todo.

Quais entrevistas mais te marcaram?
As que me marcaram foram as comemorativas, sempre com grandes ícones. A conversa com Zeca Pagodinho foi difícil, mas foi uma conquista. Hoje o sucesso é virar meme e virei meme com dois cortes, essa foi a entrevista de um ano de programa. A segunda conversa foi com Alcione, comemoração de dois anos de programa, foi um divisor de águas, uma mulher maravilhosa, um exemplo muito potente pelo simbolismo de sororidade, artista e referência. Além do Zico, ele foi um exemplo de humildade.

O que faz uma boa conversa?
Nós temos um roteiro, ele é um guia, mas não quer dizer que vamos seguir isso. Uma boa entrevista é não se ater ao que tem no papel. A partir do que o entrevistado fala, a conversa flui. São quatro anos de programa, onde a ideia é ser mais intimista, onde as pessoas se emocionam.

Um ping-pong:

Qual expressão carioquês você acha que é a cara do Rio?
Arrasou!

Se o programa fosse um bairro, qual seria?
Madureira, porque é o centro da Zona Norte, lá tem tudo.

O que o Rio mais precisa ouvir?
Eu acho que a sua própria voz, conhecer a sua gente. Dar voz às pessoas que não têm.

O que faz um carioca ser “Gente do Rio”?
Viver e ter a alma do Rio de Janeiro, ter alegria, bom-humor, solidariedade, ter empatia pelo próximo.

Nesses quatro anos, qual frase o “Gente do Rio” gostaria de passar?
Gente é pra brilhar, não para morrer de fome!

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