
O Ministério das Cidades concedeu o Prêmio Periferia Viva ao programa Guardiãs das Matas, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (Smac). O projeto é destinado a mulheres de favelas e periferias para a defesa do meio ambiente e promoção da justiça climática. O Guardiãs está ativo em mais de 30 territórios do Rio de Janeiro e é focado na preservação da Mata Atlântica em áreas urbanizadas. O Guardiãs também faz mediação ações com moradores, associações, escolas e equipamentos públicos nas comunidades.
A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, destaca que reconhecimento do programa é importante para o enfrentamento ao racismo ambiental:
“Receber o Prêmio Periferia Viva reforça a importância de políticas públicas ambientais que dialoguem diretamente com os territórios. O Guardiãs das Matas é uma estratégia concreta de justiça climática e fortalecimento das comunidades, com as mulheres como protagonistas. Esse reconhecimento afirma que estamos no caminho certo”, diz Tainá.
Promovido pela Secretaria Nacional de Periferias, o Prêmio Periferia Viva ações de enfrentamento à desigualdade socioespacial. O Guardiãs das Matas apresenta ganhas reais, como aumento da conscientização ambiental nas periferias, mapeamento e monitoramento de áreas verdes, fortalecimento de parcerias comunitárias e redução do descarte irregular de resíduos.
As agentes do Guardiãs atuam em ações de coleta seletiva, mutirões de reflorestamento e arborização, além de manutenção de hortas comunitárias e iniciativas de Economia Criativa. Tudo para contribuir diretamente para a segurança alimentar.
Mulheres coordenam ações locais de educação ambiental
Criado em 2023, o programa tem como objetivo ampliar o diálogo entre a Prefeitura e as comunidades e organizar ações diretas nos territórios. As guardiãs são indicadas por Organizações da Sociedade Civil para a coordenação de atividades educativas, promoção de eventos comunitários e oficinas em escolas com palestras, dinâmicas e debates sobre práticas sustentáveis. Elas ainda realizam outras tarefas, como coleta de óleo usado para reuso, enfrentamento ao depósito irregular de entulho e lixo nas áreas de mata.
O Estado do Rio é um dos que apresenta maior cobertura percentual de Mata Atlântica, além de ser um dos biomas mais ricos em biodiversidade. Apesar disso, a área é uma das mais ameaçados do planeta.