
Ameaçada de extinção, uma rãzinha da espécie Cycloramphus brasiliensis foi registrada pela primeira vez há quatro meses, no Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida, em Petrópolis, cidade da região serrana fluminense. A unidade de conservação é administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
O anfíbio é endêmico da Mata Atlântica e com ocorrência restrita às serras do Rio de Janeiro. O registro fotográfico foi realizado pelo guarda-parque Felipe Tubarão durante uma trilha rumo a um dos cumes da unidade de conservação, a 1.690 metros de altitude. A rãzinha foi flagrada em uma rocha, próxima a um riacho.
O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, ressaltou a importância da preservação da Mona Serra da Maria Comprida para a sobrevivência e diversificação da fauna fluminense:
“Este registro aumenta a lista da fauna da unidade e comprova a importância do Mona Serra da Maria Comprida como abrigo da diversidade biológica do Estado do Rio, principalmente como um importante refúgio das espécies endêmicas ameaçadas de extinção”, disse o secretário.
A espécie Cycloramphus brasiliensis está presente em habitats específicos da Mata Atlântica, como florestas densas e os campos de altitude. A rãzinha tem a sua sobrevivência ligada aos rios e cachoeiras com água limpa, uma vez que os seus girinos vivem associados às pedras umedecidas pelos respingos d’água. A particularidade desse ciclo de vida os torna sensíveis a alterações ambientais e mudanças na qualidade do habitat.
A Unidade de Conservação
O Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida foi criado pela Lei nº 9.756 de julho de 2022 e ocupa parte da Cidade Imperial, somando 7.803,69 hectares de Mata Atlântica protegida.
O parque florestal é destinado à preservação dos remanescentes de Mata Atlântica e cursos d´água, para assegurar a estabilidade de encostas e evitar deslizamentos, entre outros fatores de instabilidade ambiental.