
Antes mesmo de a festa começar, quem chega nesta quarta-feira (31) à orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, já encontra um esquema de segurança reforçado para o Réveillon 2026. Nos acessos à praia, pontos de revista com orientação constante dos policiais militares organizam a entrada do público, repetindo o modelo adotado nos últimos anos.
A medida tem sido bem recebida por moradores e turistas. A paulista Beatriz de Araújo, que vai passar a virada na areia de Copacabana pela primeira vez, disse ter se sentido mais tranquila logo na chegada. “Já passei em outros lugares do Rio, mas nunca me senti tão à vontade de fazer isso na areia e eu me senti bastante segura chegando agora e tendo a minha bolsa revistada. Eu segui as instruções sobre o que podia e o que não podia e eu me senti muito segura. Eu acho que esse é um caminho que deixa todo mundo com uma segurança maior”, afirmou, segundo relato divulgado pelo Governo do Estado.
A carioca Valdinéa de Souza também aprovou o esquema. “O Governo do Estado tem que fazer isso mesmo, tem que revistar todo mundo”, ressaltou.
Ao todo, a operação conta com 17 barreiras de segurança em Copacabana e no Leme, equipadas com detectores de metal e tecnologia de reconhecimento facial. A proposta é dificultar a entrada de itens considerados perigosos, como armas, garrafas de vidro, fogos de artifício e outros objetos que possam representar risco ao público.
Somente em Copacabana, segundo o planejamento divulgado, são 3.500 policiais e 182 viaturas, além de motos e quadriciclos, reforçando o policiamento durante toda a virada. O esquema é integrado ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com monitoramento em tempo real e resposta rápida em caso de ocorrência.
O reforço inclui ainda 78 torres de observação distribuídas pelo canteiro central, calçadão, espelho d’água e no entorno dos três palcos, além de 70 pontos de baseamento de viaturas e uma aeronave do Grupamento Aeromóvel (GAM).