
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e o secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, publicaram nesta segunda-feira uma nova lista com 30 exonerações no Diário Oficial. As dispensas atingem cargos em diferentes áreas do governo estadual e ampliam o processo de enxugamento da máquina pública iniciado após a troca no comando do Palácio Guanabara.
Com as novas exonerações, o número de demissões desde que Couto assumiu o governo, em 24 de março, chegou a 668.
Do total publicado nesta segunda-feira, 26 exonerações foram assinadas por Flávio Willeman. Outras quatro foram assinadas diretamente por Ricardo Couto. Os cargos são de segundo escalão e estavam distribuídos por secretarias como Casa Civil, Gabinete do Governador, Governo, Fazenda, Infraestrutura e Obras, além de órgãos como o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Fundação Leão XIII.
Segundo a Secretaria de Governo, a economia estimada com o corte é de aproximadamente R$ 8 milhões por ano. O governo afirma que as exonerações fazem parte de uma política de redução de gastos em meio ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
No último dia 14, Couto também publicou decreto determinando auditoria em todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta, incluindo empresas estatais.
Entre os nomes exonerados está Flávio Eduardo da Costa Brito, que ocupava o cargo de assessor-chefe da Assessoria de Assuntos Legislativos da Casa Civil.
Também deixou o governo, a pedido, Anderson de Paula Sampaio, subsecretário adjunto da Secretaria de Integração e Estratégia Executiva do Gabinete do Governador. Ele já atuou como assessor especial no Tribunal de Contas do Município em 2022 e foi nomeado, no mesmo ano, coordenador-geral de Governo da Prefeitura do Rio.
Na Secretaria de Fazenda, foi exonerado Jorge Luis Dantas Batista, economista que ocupava o cargo de assessor especial. Também saíram Marcos Mendes Callado, assistente da Secretaria de Assuntos Legislativos da Casa Civil, e Yago Casaes Guerra, da assessoria da presidência do gabinete da Loterj.
No Inea, foram exonerados Acacio Barbosa Silva, engenheiro agrícola e ambiental pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e Danielle de Castro Borges, ligada ao serviço de compras. Também houve exonerações no Núcleo de Assistência ao Cidadão e desligamentos na Fundação Leão XIII.
Além das exonerações, o governo publicou nomeações e designações.
Allan Costa dos Reis, auditor da Controladoria-Geral do Estado (CGE), foi nomeado corregedor-geral, em substituição a Pedro Jorge Marques. Felipe dos Santos Veras foi designado para responder pela Subsecretaria de Fiscalização de Obras da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas.
Já Jorge Sebastião Leal Marateo Junior foi nomeado coordenador da Coordenadoria de Contabilidade e Prestação de Contas da Subsecretaria de Gestão Administrativa e Financeira do Governo, em vaga antes ocupada por Wendell Souza Maia.
A nova rodada de cortes ocorre após Ricardo Couto determinar a extinção de três subsecretarias da Casa Civil, incluindo suas estruturas subordinadas. A medida foi tomada sob o argumento de reorganização administrativa sem aumento de despesas.
Foram extintas a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
O fim dessas estruturas resultou nas exonerações de Tiago Moura Costa de Bulhões, então subsecretário de Gastronomia; Flavio Ribeiro de Araujo Cid, subsecretário-adjunto de Projetos Especiais; e Marise Halabi Miranda, subsecretária de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. Outros 380 funcionários ligados a esses setores também foram desligados.