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‘Rio-Lisboa fica’: Paes tenta garantir permanência da tradicional confeitaria do Leblon

A Rio-Lisboa fica. Ponto final.” A frase publicada nas redes sociais pelo prefeito Eduardo Paes resume bem o tom da reação da Prefeitura diante da possibilidade de venda e eventual demolição da tradicional confeitaria do Leblon.

A manifestação veio depois do estabelecimento, fundado em 1943, entrar na mira do mercado imobiliário. Como noticiou o DIÁRIO DO RIO, o imóvel passou a ser disputado por quatro incorporadoras interessadas em erguer um novo empreendimento no local, considerado o ponto mais nobre do comércio do bairro.

O prefeito, inclusive, já começou a se movimentar e determinou que o imóvel fosse declarado patrimônio cultural da cidade, decisão já publicada no Diário Oficial. A medida não impede a venda do espaço nem eventuais mudanças internas, mas cria um instrumento de proteção que dificulta a descaracterização do endereço. Segundo Paes, trata-se apenas do primeiro passo para preservar o local.

Quatro incorporadoras X um empresário

Segundo fontes do mercado, pelo menos quatro empresas analisam o ativo: a Itten, a TGB Imóveis, a SIG Engenharia e a Mozak. Todas avaliam a possibilidade de construir um novo prédio, corporativo ou residencial, no terreno localizado na Rua Ataulfo de Paiva.

A disputa, no entanto, tem também um personagem curioso: o empresário Luís Alberto Abrantes, dono da vizinha Talho Capixaba. Além de controlar a tradicional padaria ao lado, ele possui participação na própria Rio-Lisboa e, por isso, tem direito de preferência na compra das demais cotas do negócio.

Os proprietários pedem cerca de R$ 30 milhões pelo imóvel. Parte dos interessados tenta reduzir a negociação para algo próximo de R$ 25 milhões, argumentando que o terreno, com aproximadamente 280 metros quadrados, não poderia ser totalmente aproveitado pelos recuos obrigatórios na entrada, o que reduziria a área vendável de um eventual projeto.

Ponto tradicional do bairro

Fundada por imigrantes portugueses, a padaria atravessou gerações mantendo a arquitetura original e o funcionamento 24 horas. Querida pelos moradores, vai além do básico de padaria, confeitaria e mercearia. O espaço conta com mesas para consumo no local e preserva clássicos que fazem parte da rotina do Leblon, como o pão Petrópolis, o misto quente com ovo e o frango assado com batata bolinha, presença certa nos fins de semana.

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