
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro analisa o Projeto de Lei nº 1522/2025, de autoria do vereador Wagner Tavares, que institui o Sistema de Transporte Aquaviário de Passageiros Interilhas. A proposta liga Ilha do Governador, Ilha do Fundão e Ilha de Paquetá, com ponto no Centro, para ampliar a mobilidade e integrar as ilhas ao continente.
O desenho prevê operação com embarcações próprias para transporte público, respeitando normas de segurança da navegação, acessibilidade, conforto e sustentabilidade ambiental. A ideia é oferecer mais uma opção de deslocamento diário e reduzir o tempo de viagem nas regiões insulares.
Entre os objetivos, o texto cita ampliar alternativas de mobilidade urbana, integrar as ilhas entre si e ao continente, incentivar o turismo e o desenvolvimento local e diminuir emissões de poluentes com um modal sustentável. O sistema deverá se articular com outros modais, garantindo conexão com ônibus, BRT e o serviço de barcas.
A implantação, operação e manutenção poderão ser feitas por meio de parcerias público-privadas, concessões ou convênios. O Executivo ficará responsável por regulamentar critérios técnicos, operacionais, tarifários e ambientais do serviço.
Os terminais preferenciais ficam na Ilha do Governador, Ilha do Fundão, Paquetá e Centro, com possibilidade de criação de outras paradas após estudos de demanda e viabilidade.
A justificativa reforça o potencial da Baía de Guanabara para um transporte aquaviário complementar ao sistema terrestre e lembra o perfil de cada ilha: a Ilha do Governador, com grande população e o Aeroporto Internacional do Galeão; o Fundão, sede da Cidade Universitária da UFRJ; e Paquetá, patrimônio histórico e turístico que pede mais integração. “O transporte aquaviário interilhas surge como solução moderna e estratégica para melhorar a mobilidade urbana, reduzir o tempo de deslocamento e integrar as comunidades das ilhas ao restante da cidade”, aponta a Justificativa do PL 1522/2025.