quarta-feira, 20 de maio de 2026 - 1:31

Rio tem caso de sarampo confirmado pela Secretaria de Saúde

Manchas no corpo estão entre os sintomas da doença. — Foto: Freepick

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira (1º), um caso de sarampo na capital. A paciente é uma mulher de 22 anos, que trabalha em um hotel e não tem registro de vacinação.

Após a confirmação, equipes de saúde adotaram medidas para conter a possível disseminação do vírus. Houve vacinação de bloqueio na casa da paciente, no local de trabalho e na unidade onde ela recebeu atendimento. Também ocorreu uma varredura nas áreas próximas, com o objetivo de identificar outros casos e ampliar a cobertura vacinal.

Em nota, a secretaria informou que “todas as medidas de vigilância e controle foram iniciadas imediatamente após a notificação”. O Ministério da Saúde acompanha a investigação em conjunto com as autoridades estaduais e municipais. Ainda segundo a pasta, outros 12 casos suspeitos seguem em análise no estado.

Segundo caso no Brasil em 2026

Este é o segundo caso confirmado de sarampo no país neste ano. O primeiro foi registrado em São Paulo e envolveu uma criança de seis meses, com histórico recente de viagem para La Paz, na Bolívia, onde há um surto da doença.

Na ocasião, houve bloqueio vacinal na região, com a aplicação de mais de 600 doses.

Mesmo com os registros, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. “Os casos identificados até agora são considerados importados e foram controlados com resposta rápida”, destacou o Ministério da Saúde.

Em 2025, o país registrou 38 casos importados, todos com a transmissão interrompida a partir de ações de vigilância e vacinação.

O que é o sarampo e como se transmite

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por vírus, e pode levar a complicações sérias e até à morte. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou falar.

O vírus se instala inicialmente na mucosa do nariz e dos seios da face e, depois, alcança a corrente sanguínea. É considerado extremamente contagioso: uma pessoa infectada pode transmitir a doença para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas.

A transmissão pode ocorrer entre quatro dias antes e quatro dias depois do surgimento das manchas vermelhas na pele. Após o contato com alguém infectado, os sintomas costumam aparecer em cerca de 10 dias, podendo variar entre 7 e 18 dias.

Sintomas e sinais de alerta

Os primeiros sinais incluem febre, tosse, irritação nos olhos, coriza e mal-estar intenso, além de perda de apetite. Nessa fase, também podem surgir pequenas manchas brancas na parte interna das bochechas, consideradas características da doença.

Entre três e cinco dias depois, aparecem manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que se espalham pelo corpo. A persistência da febre após o surgimento dessas manchas é um sinal de alerta e pode indicar agravamento do quadro, principalmente em crianças pequenas.

Possíveis complicações

O sarampo pode provocar complicações graves, que variam de acordo com a idade e as condições de saúde do paciente.

Em crianças, os riscos incluem pneumonia, infecções de ouvido e encefalite — uma inflamação no cérebro —, além de risco de morte. Em adultos, a complicação mais comum é a pneumonia. Já em gestantes, a doença pode levar a parto prematuro e baixo peso do bebê.

Tratamento e prevenção

Não existe tratamento específico para o sarampo. O cuidado é voltado para o alívio dos sintomas e deve ser feito com orientação médica, incluindo controle da febre, hidratação, alimentação adequada e cuidados com olhos, pele e vias respiratórias. Em casos de infecções bacterianas associadas, o tratamento é direcionado conforme a necessidade.

A principal forma de prevenção é a vacinação. A tríplice viral, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra sarampo, rubéola e caxumba e é considerada segura e eficaz.

O esquema varia conforme a idade:

  • Crianças de 6 a 11 meses podem receber a dose zero em situações de risco;
  • A partir de 12 meses, são indicadas duas doses, conforme o calendário;
  • Pessoas de até 29 anos devem ter duas doses comprovadas;
  • Adultos entre 30 e 59 anos precisam de pelo menos uma dose.

As doses estão disponíveis em milhares de postos de saúde em todo o país. A recomendação é manter a caderneta de vacinação em dia, especialmente para crianças e profissionais com maior exposição ao público, como os das áreas de saúde, turismo, educação e transporte.

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