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Rio+Agro 2025 lota Riocentro, fecha R$ 50 mi em negócios e projeta edição internacional em 2026

Encerrado na sexta-feira, 3 de outubro de 2025, no Riocentro, o RIO+AGRO – Fórum Internacional do Desenvolvimento Agroambiental Sustentável cravou números que confirmam sua consolidação como potência de debate, negócios e diplomacia ambiental.

Foram 24 mil pessoas circulando e participando, com delegações de 25 países além do Brasil, 120 palestrantes, 150 marcas expositoras, 350 jornalistas credenciados e 350 equipes de produção.

Na seara econômica, o evento registrou R$ 50 milhões em prospecção de novos negócios — um indicador sólido de que sustentabilidade e investimento caminham juntos quando se oferece um palco sério, plural e internacional.

Alcance global e impacto de mídia: quando o Rio fala, o mundo escuta

O RIO+AGRO 2025 não brilhou apenas nos pavilhões do Riocentro — brilhou também nas telas, nas redes e nas buscas do planeta.

O impacto na mídia foi impressionante: mais de 100 milhões de pessoas foram alcançadas pela cobertura televisiva, que somou 50 horas de exibição e mais de 250 matérias dedicadas ao evento. O valor de exposição gerado ultrapassou os R$ 60 milhões, colocando o fórum entre as maiores vitrines do Brasil no exterior.

Nas redes sociais, o público respondeu com entusiasmo: 5 milhões de visualizações e 1,5 milhão de interações durante a semana de realização do evento. O interesse digital também se traduziu em números expressivos nos buscadores: mais de 2,2 milhões de pessoas pesquisaram “Rio+Agro” no Google, gerando 3 milhões de cliques.

O nome do evento foi buscado em 182 países, um dado que fala por si. O Brasil liderou naturalmente as consultas, seguido por Argentina, Portugal, Porto Rico, Uruguai, Panamá, Chile, México, Paraguai, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos e Suíça.

Esses resultados confirmam o que já era perceptível no ambiente do Riocentro: o Rio de Janeiro é, sim, uma vitrine internacional para a sustentabilidade.

Quando o tema é tratado com seriedade, pluralidade e visão de futuro, o mundo inteiro volta seus olhos para cá. O RIO+AGRO 2025 mostrou que o debate agroambiental pode ser global sem perder o sotaque carioca — e que o Rio tem tudo para se firmar como centro mundial desse diálogo.

Diplomacia do agro e diversidade internacional

A presença de 25 delegações estrangeiras deu ao RIO+AGRO um traço de diplomacia econômica rara em eventos setoriais. Estiveram aqui: Itália, Egito, Tanzânia, Alemanha, Argentina, Áustria, Uruguai, Quênia, Dinamarca, Kuwait, China, Espanha, Peru, Nigéria, Países Baixos, Bélgica, Gana, Etiópia, Panamá, Angola, Guiné, Botsuana, Colômbia e Suriname.

Essa pluralidade continental reforça o papel do Brasil — e do Rio — na construção de pontes entre produção de alimentos, inovação climática e segurança hídrica e alimentar.

Conteúdo, estrutura e negócios: o fórum como motor de inovação

Com 120 palestrantes e uma plataforma de 150 marcas exibindo soluções, o Fórum reuniu pesquisa, tecnologia e mercado. Empresas e startups (25 ativas) mostraram o que já move o campo: agroflorestas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), biológicos, eficiência em fertilizantes e defensivos de baixo impacto, drones, Inteligência Artificial aplicada, conservação da biodiversidade, políticas públicas e inclusão produtiva.

Resultado: R$ 50 milhões em novos negócios prospectados e uma agenda concreta para orientar investimentos e parcerias até a próxima edição.

Anúncio histórico: BRASIL+AGRO 2026 e o retorno bienal ao Rio em 2027

O presidente do evento, Carlos Favoreto, celebrou uma virada estratégica: a expansão da marca para o BRASIL+AGRO (2026) — uma edição internacional, que levará o modelo brasileiro de sustentabilidade ao exterior — e o retorno bienal do RIO+AGRO ao Rio em 2027.

A mensagem é clara: o Brasil agora exporta seu modelo de inovação agroambiental, e o Rio de Janeiro se consolida como o palco de referência mundial dessa discussão a cada dois anos.

A edição de 2025 coroou sua proposta de “ciência, negócios e cultura” com o show de Michel Teló, que lotou o Pavilhão 2 do Riocentro, simbolizando o encontro entre tradição, tecnologia e celebração — encerrando em clima de vitória o evento que projetou o Rio no mapa global da sustentabilidade.

Prefeitura: do erro à correção de rumo (e que venha 2026 e 2027!)

Em 2024, critiquei duramente a ausência da Prefeitura no apoio a um evento de tamanha relevância — uma contradição com o discurso de incentivo a grandes projetos na cidade. Reforcei o alerta após o sucesso do Fórum de 2024.

Eis meus textos de referência:

“Eduardo Paes odeia o AGRO?”

Antônio Sá: Eduardo Paes odeia o AGRO?

“A Prefeitura do Rio e o RIO+AGRO: Esperamos não repetir a omissão de 2024 em 2025”

A Prefeitura do Rio e o RIO+AGRO: Esperamos não repetir a omissão de 2024 em 2025

Felizmente, em 2025, a Prefeitura reconheceu o erro e passou a apoiar oficialmente o RIO+AGRO. Foi uma decisão acertada, que qualificou a presença institucional, melhorou o ambiente de negócios e fortaleceu a imagem do Rio como capital global do agro sustentável.

Que esse avanço se torne política permanente. Espera-se ainda mais prestígio e apoio em 2026, quando o evento se tornará o Brasil+Agro, agora em edição internacional, levando ao mundo o modelo de sustentabilidade que nasceu no Rio. E, em 2027, quando o Fórum retornar à cidade, que a parceria com o poder público esteja ainda mais sólida, duradoura e estratégica.

Leitura recomendada: meu artigo-base sobre a edição de 2025

Para quem deseja o panorama detalhado que publiquei antes do Fórum, recomendo:

“Rio+Agro 2025: o Maior Fórum Internacional de Sustentabilidade Agroambiental”

Rio+Agro 2025: o Maior Fórum Internacional de Sustentabilidade Agroambiental

Esse texto apresenta a programação completa, a lógica do evento e o motivo pelo qual o Rio precisa abraçar institucionalmente uma agenda que gera emprego, renda, tecnologia e reputação internacional.

O Rio reconciliado com o futuro (e de olho no mundo)

O RIO+AGRO 2025 demonstrou, com números e diversidade, que o Rio é protagonista quando decide assumir a vanguarda climática do agro. Apoiar esse tipo de iniciativa não é favor — é estratégia de desenvolvimento, de atração de investimentos e de posicionamento global.

A próxima edição, em 2026, será o Brasil+Agro, uma versão internacional do Fórum, que ocorrerá no exterior, levando a outros continentes o modelo de sustentabilidade e inovação consolidado no Rio de Janeiro. Já em 2027, o evento retornará ao seu berço natural, com a terceira edição do Rio+Agro, reafirmando o papel da cidade como vitrine mundial das boas práticas ambientais.

O grande sucesso de 2025 atraiu o interesse de diversos países em sediar o Brasil+Agro 2026, e o anúncio oficial do país escolhido deve ocorrer em breve, confirmando o reconhecimento internacional da qualidade técnica e organizacional do Fórum.

Quando o Rio abre suas portas para ciência, inovação e cooperação internacional, ganham a cidade, o Brasil e o planeta.

Que venha o Brasil+Agro 2026 — e que o Rio+Agro 2027 traga de volta ao Rio o brilho do mundo.

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