Fernando Frazão/Agência Brasil
O Estado do Rio de Janeiro apresentou o maior avanço na arrecadação de ICMS entre os estados brasileiros no primeiro semestre de 2026. A receita com o imposto chegou a R$ 36,7 bilhões no período, alta de 17,8% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.
O desempenho do Rio ficou bem acima da média nacional. Segundo dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), do Governo Federal, a arrecadação de ICMS no conjunto dos estados cresceu 7,2% no mesmo intervalo.
De acordo com o governo fluminense, o resultado está relacionado, entre outros fatores, às mudanças promovidas na estrutura da Receita Estadual. A pasta ampliou a autonomia das áreas de Inteligência e Planejamento Fiscal e passou a utilizar de forma mais intensa ferramentas de análise de dados para fiscalizar empresas e acompanhar a arrecadação.
Alta também foi registrada em julho
A trajetória de crescimento se manteve no mês seguinte. Em julho, o Rio arrecadou R$ 6,33 bilhões em ICMS, valor nominal 18% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O percentual, porém, não desconta a inflação acumulada no período.
Dados da Secretaria de Estado de Fazenda mostram que sete das oito Auditorias Fiscais Especializadas analisadas registraram aumento na arrecadação.
Entre os setores que contribuíram para o resultado estão energia elétrica, siderurgia e petróleo, além de operações enquadradas no regime de substituição tributária. Somados, esses segmentos foram responsáveis por um incremento de aproximadamente R$ 850 milhões na arrecadação de julho, na comparação anual.
Estado amplia ações de fiscalização
O avanço da receita ocorre paralelamente ao reforço das ações de fiscalização em áreas consideradas estratégicas pelo governo. O trabalho inclui operações direcionadas ao mercado de combustíveis e a criação de um gabinete específico para acompanhar os chamados grandes contribuintes.
A Secretaria de Fazenda também ampliou a fiscalização sobre empresas atacadistas e distribuidoras. Outra frente é o combate às chamadas empresas noteiras, que emitem documentos fiscais sem que exista, necessariamente, uma operação comercial correspondente.
Com a alta de 17,8% acumulada até junho e a manutenção do ritmo de crescimento em julho, o Rio de Janeiro se destaca entre os estados brasileiros na evolução da arrecadação de ICMS em 2026.