
O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, foi preso novamente pela Polícia Federal nesta sexta-feira (27), em Teresópolis, na Região Serrana. Segundo reportagens publicadas nesta tarde, a prisão foi realizada com base em mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal, e o parlamentar foi levado para a Superintendência da PF no Rio.
A nova detenção ocorre no âmbito da Operação Unha e Carne III, que também incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Até agora, as informações divulgadas apontam que a ofensiva amplia a investigação que já atingia o deputado desde o fim do ano passado.
Não é a primeira vez que Bacellar é alvo da corporação. Em dezembro de 2025, ele foi preso preventivamente na primeira fase da Operação Unha e Carne, deflagrada para investigar o vazamento de informações sigilosas que teriam comprometido a Operação Zargun, ligada à apuração sobre o ex-deputado TH Joias e sua relação com o Comando Vermelho. A operação foi anunciada oficialmente pela própria Polícia Federal.
Na ocasião, a Alerj acabou revogando a prisão preventiva do então presidente da Casa. Em nota publicada à época, o Legislativo fluminense informou que a detenção havia sido determinada por mandado do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da Petição 14.969, e depois submetida à análise dos deputados estaduais.
A nova prisão acontece num momento em que Rodrigo Bacellar já estava politicamente enfraquecido. O deputado teve o mandato cassado pelo TSE, e a consequência imediata foi a abertura do processo de retotalização dos votos de 2022 para deputado estadual no Rio de Janeiro, etapa marcada pelo TRE-RJ para redefinir a composição da Alerj.