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Secretário de Saúde chama médicos e enfermeiros de ‘meia dúzia de idiotas’ após protesto no Centro

Foto: Reprodução

Uma manifestação de médicos e enfermeiros da rede municipal de saúde, realizada na manhã desta terça-feira (10) em frente à Prefeitura do Rio, no Centro, terminou em polêmica após declarações do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, nas redes sociais. Em uma publicação, o secretário se referiu a parte dos manifestantes como “uma meia dúzia de idiotas”, afirmação que provocou reação imediata da categoria.

O protesto foi organizado por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que cobram reajuste salarial, cumprimento de acordos firmados com a gestão municipal, além de melhorias nas condições de trabalho, reforço na segurança das unidades e regularização do abastecimento de medicamentos.

Na publicação, Soranz criticou a escolha da data do ato, que coincidiu com um dia de transtornos causados por fortes chuvas na cidade.

“Uma meia dúzia de idiotas, sem empatia alguma, que desconsideram a necessidade de cuidado do território após uma chuva terrível”, escreveu o secretário.

A declaração gerou indignação entre os profissionais e representantes sindicais. Segundo Pedro Varjão, médico e diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos, essa não teria sido a primeira vez em que Soranz teria ofendido a categoria.

“Sempre que vamos a uma reunião, ele nos ofende. Nos chama de “idiotas”, “vagabundos” e usa palavras de baixo calão”, afirmou.

De acordo com o sindicato, cerca de 100 profissionais participaram do ato no Centro do Rio.

O que diz o secretário

Daniel Soranz afirmou que não há possibilidade de reajuste salarial neste momento e voltou a criticar a mobilização.

“O que eles querem é aumentar o salário. Fazem uma manifestação num dia em que as pessoas perderam tudo. É desumano”, declarou.

O secretário também minimizou o alcance do protesto, afirmando que o ato envolveu cerca de 30 médicos de família e acusou o sindicato de politizar a mobilização.

“O Sindicato dos Médicos insiste nessa pauta como se a categoria inteira estivesse paralisada. Isso é coisa de política. Todo mundo está trabalhando, os serviços estão funcionando e não há justificativa para esse tipo de pressão”, acrescentou.

Soranz não comentou diretamente o teor da publicação nas redes sociais. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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