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Secretário de Segurança do RJ aponta ineficiência da PEC do governo e diz que crime organizado está ‘descontrolado’

Victor César dos Santos revelou que sua pasta entregou um dossiê ao governo dos Estados Unidos indicando a ligação de facções brasileiras com a máfia italiana e o grupo terrorista Hezbollah

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, o Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor César dos Santos, afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso não resolverá o problema da violência. Santos reconheceu que o crime organizado atua de forma “descontrolada” e que o maior desafio é combater a estrutura financeira das facções, que transformaram o estado em um cenário de “microsoberanias”. O estado hoje vive uma complexa realidade, onde o tráfico de drogas e a proliferação de armas ilegais alimentam uma guerra constante. Há no território fluminense cerca de 1.800 favelas, muitas delas dominadas por organizações criminosas que impõem suas próprias leis.

Questionado se o Rio de Janeiro se tornou um “narcoestado”, o secretário negou o termo, mas admitiu o “crescimento desenfreado de anos” das comunidades, criando um “ambiente favorável ao criminoso”. “Você vê no Rio de Janeiro microssoberanias, ou seja, territórios comandados por organizações criminosas há anos”, declarou.

Um dos pontos mais alarmantes levantados pelo secretário é o que ele chama de “problema cultural”: o uso disseminado de fuzis. Segundo Victor Santos, enquanto em outros estados esse tipo de armamento é usado em grandes assaltos, como a bancos e carros-fortes, no RJ a situação é mais grave. “Você vê um roubo de carro, um roubo a um carrinho de cachorro-quente com fuzil”, exemplificou, ilustrando a banalização da violência extrema.

A complexidade do crime organizado fluminense ultrapassa as fronteiras nacionais. O secretário revelou que sua pasta entregou um dossiê ao governo dos Estados Unidos indicando a ligação de facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, com a máfia italiana e o grupo terrorista Hezbollah. Para Santos, a estratégia mais eficaz para combater essa rede é “estancar o financiamento”. Ele argumentou que, apesar dos diferentes modelos de negócio de cada grupo, o elo comum é o dinheiro e a lavagem de capitais, muitas vezes utilizando os mesmos doleiros e instituições financeiras.

Crítica à PEC da Segurança

O secretário foi enfático ao afirmar que, na prática, a “PEC não resolve nada” no que diz respeito ao problema central da segurança pública. Para ele, a proposta tem um caráter mais “sindicalista”, voltado aos interesses de corporações como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. No entanto, ele apontou um aspecto positivo: a possibilidade de incluir os fundos de segurança e penitenciário na Constituição. “Isso evitaria o contingenciamento desses recursos, assim como já acontece com a saúde e a educação”, ponderou.

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Sobre a criação de polícias municipais armadas, já aprovada na Câmara do Rio, o secretário se mostrou favorável, desde que haja capacitação adequada. “Não é só colocar a arma na mão de um profissional”, alertou, defendendo o fortalecimento da Guarda Municipal existente em vez da criação de novas estruturas. Ao final, Victor Santos fez um apelo para que a sociedade e a imprensa não percam a esperança. “Não digam mais que o Rio não tem jeito. Não podemos perder a perspectiva e a esperança em um mundo melhor”, concluiu.

Assista à entrevista do secretário

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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