
Um levantamento realizado pela Enel Rio identificou um avanço de 17% nos casos de furtos de energia entre os meses de janeiro e setembro deste ano, diante do mesmo período do ano passado.
O combate aos delitos no território fluminense é empreendido pela empresa em parceria com a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
Segundo a Enel, mais de 100 pessoas foram presas em flagrante por furto de energia, prática que causa prejuízos à rede elétrica, reduz a qualidade do fornecimento e coloca em risco a segurança da população por conta da sobrecarga gerada na rede de distribuição elétrica.
Segundo o levantamento, São Gonçalo lidera o número de registros de delitos. Em seguida vêm Niterói, Rio das Ostras, Angra dos Reis e Paraty. Juntos, os mercados representam quase metade das ocorrências registradas pela distribuidora este ano, se acordo com a Enel Rio. Niterói e São Gonçalo foram ainda os locais com o maior número de prisões em flagrante, conforme reportou a rádio Tupi.
De acordo com a concessionária, mais de 60% das irregularidades foram verificadas em estabelecimentos comerciais, como restaurantes, bares, lanchonetes, supermercados e oficinas.
Durante uma fiscalização feita em junho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foram identificadas ligações clandestinas em uma fábrica de produtos falsificados. No local, também foram apreendidas 20 toneladas de mercadorias ilegais.
Já em Niterói, foi encontrada uma ligação irregular em uma fábrica de gelo, com cabos de alumínio de uso exclusivo da Enel.
Pelo Código Penal, o furto de energia é tipificado como crime, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão. A nova legislação em vigor, envolvendo cabos de energia, telefonia, dados ou transporte, prevê pena de até a oito anos de prisão para os crimes citados.
O responsável pelo “gato”, uma vez identificado, deverá pagar o valor do consumo não registrado.
A Enel lembra que as ligações clandestinas podem lavar a curtos-circuitos, sobrecargas e interrupções no fornecimento na rede de distribuição.
A empresa afirma que, se não houvesse furtos de energia, as tarifas poderiam ser até 5% mais baratas para todos os clientes da concessionária.