
As obras das novas pistas de subida e descida da Serra das Araras terão mais cinco dias de detonações de rochas. Os serviços serão realizados pela RioSP nos dias 27, 28, 29 e 30 de julho e em 1º de agosto.
Durante as atividades, a pista Sul da Via Dutra, no sentido São Paulo, será fechada no km 225. O bloqueio será feito por duas horas em cada dia. A pista no sentido Rio de Janeiro continuará funcionando normalmente.
Confira os horários das interdições
Segunda-feira (27/7): das 13h às 15h
Terça-feira (28/7): das 13h às 15h
Quarta-feira (29/7): das 13h às 15h
Quinta-feira (30/7): das 13h às 15h
Sábado (1º/8): das 16h às 18h
A concessionária orienta os motoristas a planejar a viagem com antecedência e seguir a sinalização instalada na rodovia. O cronograma poderá ser alterado por causa das condições do tempo ou de necessidades operacionais.
Como estão sendo construídas as novas pistas
A transformação da Serra das Araras envolve a construção de um novo traçado para substituir o trecho sinuoso e estreito da Via Dutra entre Piraí e Paracambi. As futuras pistas terão cerca de oito quilômetros em cada sentido, quatro faixas de circulação, acostamentos e faixa de segurança.
As detonações controladas servem para remover partes das montanhas e abrir espaço para as pistas, acessos e estruturas de contenção. O material retirado durante o desmonte das rochas é reaproveitado em outras etapas da própria obra, como aterros e produção de agregados.
Nos trechos em que o relevo não permite apoiar a rodovia diretamente sobre o solo, as pistas passam por viadutos. O projeto prevê 24 novas estruturas: 14 na subida, no sentido São Paulo, e dez na descida, em direção ao Rio. Também serão construídas duas rampas de escape para veículos que apresentarem falhas nos freios.
A primeira fase da nova pista de subida foi entregue em junho de 2026, com quatro quilômetros de pavimento e oito viadutos. No conjunto, a obra prevê quatro faixas por sentido, acostamentos e iluminação em toda a extensão.
Produção de vigas chega a 427 unidades
A fabricação das vigas pré-moldadas usadas nos viadutos também avançou. Das 543 unidades previstas, 427 já foram concluídas no pátio instalado junto ao canteiro de obras.
Uma equipe de 160 trabalhadores atua na produção, com média de 29 vigas por mês. As peças são fabricadas fora do ponto onde serão instaladas e depois transportadas e içadas sobre os pilares dos viadutos.
Após a montagem das vigas, são executadas as lajes que formam a base da pista. Em seguida, entram serviços como pavimentação, drenagem, instalação de barreiras de proteção, sinalização e iluminação.
A fabricação das estruturas é considerada uma etapa decisiva porque determina o ritmo da montagem dos viadutos. Informações sobre as obras e as condições de tráfego podem ser consultadas no site da RioSP.