De acordo com o estudo “Panorama das Startups Cariocas”, o Rio de Janeiro abriga cerca de 600 startups, que juntas devem alcançar um faturamento de R$ 5,3 bilhões em 2025. Esse montante representa aproximadamente 1,3% do PIB da cidade, resultando em uma receita média de R$ 8,8 milhões por startup. O levantamento foi realizado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Riotur, em colaboração com o hub de inovação Maravalley. Os dados foram coletados da plataforma Zoox Eye, que se especializa na análise do ambiente de startups na região.
A pesquisa aponta que essas startups são responsáveis por aproximadamente 34,7 mil postos de trabalho, com uma média de 55,8 funcionários por empresa. Os setores mais representativos incluem Tecnologia da Informação, Educação, Saúde e Bem-Estar, Gestão e Consultoria, além de Impacto Socioambiental. As áreas da cidade que concentram o maior número de startups são Centro, Barra da Tijuca, Botafogo, Santo Cristo e Ipanema.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, comenta sobre os dados: “Esses números evidenciam a crescente maturidade do ecossistema de inovação no Rio. As startups já se tornaram uma força econômica significativa, contribuindo para a diversificação da produção e para a criação de novas oportunidades”.
Em relação ao porte das empresas, 44,7% são classificadas como microempresas, 35,7% como pequenas e 19,7% como médias ou grandes. A média de tempo de operação dessas startups é de 7,1 anos, com um capital social médio de R$ 85,5 mil. O estudo também revela uma concentração geográfica das startups em torno do Maravalley, com a maioria delas situada a menos de dez quilômetros do hub, sendo que 39,7% estão a um raio de até cinco quilômetros.
Daniel Barros, CEO do Porto Maravalley, destaca a importância da proximidade entre startups, universidades, investidores e grandes empresas: “Esses resultados reforçam o papel do Maravalley como um catalisador da inovação no Rio, facilitando as conexões necessárias para impulsionar o desenvolvimento de novos negócios”.
O relatório foi divulgado durante a quarta edição do Web Summit Rio, realizado entre 8 e 11 de junho, no Riocentro. Este evento é estimado para gerar um impacto econômico de R$ 219,1 milhões na cidade até 2026 e já possui confirmação de permanência até 2030. Ao todo, as oito edições programadas entre 2023 e 2030 podem movimentar até R$ 1,9 bilhão (aproximadamente 370 milhões de dólares) e atrair um público superior a um milhão de participantes, consolidando a imagem do Rio como a “Capital dos Grandes Eventos”.
Bernardo Fellows, presidente da Riotur, ressalta que eventos como o Web Summit Rio aumentam a visibilidade internacional da cidade e criam oportunidades concretas para negócios, investimentos e inovação, enfatizando que o legado econômico gerado vai além do período do evento. O estudo completo pode ser acessado no Observatório Econômico do Rio e no site da Riotur.
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