O ministro Flávio Dino pediu vista nesta quinta-feira (9) e adiou o julgamento do STF que vai definir se a escolha do governador-tampão do Rio de Janeiro será direta ou indireta

O julgamento do Supremo Tribunal Federal que vai definir como será a eleição para o governo do Rio de Janeiro foi adiado nesta quinta-feira (9), após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A análise havia sido retomada nesta tarde e agora fica suspensa até que o ministro devolva o caso para continuidade no plenário.
A disputa no STF gira em torno da sucessão aberta após a saída de Cláudio Castro do cargo de governador. O PSD recorreu ao Supremo para tentar reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que havia determinado a realização de eleição indireta depois da condenação de Castro. O partido sustenta que, em caso de dupla vacância por decisão da Justiça Eleitoral, a escolha deve ser feita pelo voto popular.
No centro da discussão está justamente o formato da eleição para o chamado mandato-tampão, que vai definir quem comandará o estado até o fim deste ciclo. Enquanto o impasse não é resolvido, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, segue no exercício interino do governo estadual.
O adiamento prolonga a indefinição política no estado e empurra para uma próxima sessão a decisão sobre um dos temas mais sensíveis do momento no Rio: se o novo governador será escolhido diretamente pela população ou por votação na Alerj.