
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), subiu o tom ao falar de segurança pública, nesta quarta-feira (10/12), durante entrevista ao programa ”Balanço Geral”, da rede de televisão ”Record”. Sem citar nomes, ele mirou políticos que, segundo ele, posam de linha-dura, mas agem como ”tchutchucas” e ”pitbull de coleira do Comando Vermelho (CV)”.
Ao reforçar que segurança é atribuição do governo estadual, e não da Prefeitura, Paes criticou o discurso de parte da classe política sobre o tema no Rio de Janeiro.
“Eu fico vendo um monte de político dizendo ‘tiro na cabecinha’, ‘sou isso’, ‘sou aquilo’, e no fim do dia a gente vê que é tudo tchutchuca, pitbull de coleira do Comando Vermelho. Eles adoram falar grosso, adoram falar desse jeito, mas na hora de bater firme no crime, de bater firme no Comando Vermelho, vão lá é para absolver o Comando Vermelho. Então, tem que fazer isso com gestão”, afirmou Paes.
O prefeito insistiu que não pretende “terceirizar” o tema se seu grupo entrar na disputa estadual em 2026. Ele chegou a dizer que, “se” o seu partido lançar candidatura ao governo do estado, a segurança não será tratada como assunto delegado a terceiros.
Na mesma resposta, Paes criticou a politização das forças policiais e o modelo de atuação baseado apenas em grandes operações.
“Quando se politizam as forças policiais, quando não se dá o apoio necessário para que elas combatam o crime de forma permanente, não adianta fazer uma operação pontual em que você neutraliza o delinquente armado com fuzil e roupa de guerra. É óbvio que tem que neutralizar, mas não pode ser uma vez ou outra. A gente tem que fazer isso sempre”, completou o prefeito.
Sem mencionar diretamente o governador Cláudio Castro ou possíveis adversários de 2026, Paes aproveitou a entrevista para marcar posição no debate sobre segurança pública, um dos temas que mais tensionam a relação entre Palácio Guanabara e Prefeitura do Rio e que tende a ganhar ainda mais peso na próxima eleição.