Após assembleia realizada nesta segunda-feira (6), os servidores técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram pela manutenção da grave, iniciada em abril deste ano. No encontro, os profissionais negaram que as atividades na universidade seriam retomadas nesta semana, como havia informado a reitora Gulnar Azevedo.
Os servidores afirmaram que as principais pautas da categoria continuam sem resposta por parte da reitoria, sobretudo a retomada do pagamento dos auxílios, indispensável para o encerramento da greve. Para eles, a reformulação do plano de carreira também prioritária.
Depois da assembleia, os manifestantes realizaram um ato na Reitoria, onde foram recebidos pela reitora, a quem pediram a defesa das suas reivindicações, além da evitação de declarações públicas que passam, segundo o movimento, enfraquecer o diálogo. Gulnar Azevedo informou que seguiria para Brasília para cumprir agenda institucional, deixando a sua equipe responsável pelas negociações.
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj) criticaram a última reunião com o Governo do Estado, da qual participaram outras entidades, fato que teria diluído as demandas específicas da Uerj. Novas negociações devem ocorrer de forma exclusiva.
O vice-reitor Bruno Deusdará disse que, junto ao Executivo estadual, a atual administração tem negociado melhorias para técnicos, docentes e alunos. além de uma suplementação orçamentária para manter a Uerj em operação té o fim deste ano. Os servidores reforçaram que sem verbas para o pagamento dos auxílios, a universidades não funcionará plenamente.
Os técnico-administrativos convocaram um ato público para esta quarta-feira (8), às 14h, em frente ao Pavilhão Reitor João Lyra Filho, no campus Maracanã. Um novo encontro entre representantes dos trabalhadores e o Governo do Estado foi marcado a quinta-feira (9), às 16h.
Com informações do Sintuperj.