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Trabalhadores da Petrobras iniciam greve nacional por tempo indeterminado após rejeição de acordo

Petroleiros reivindicam reajuste salarial de 9,8% e fim de descontos em fundo de pensão; operações em refinarias e plataformas seguem com equipes mínimas

Fernando Frazão/Agência BrasilTrabalhadores da Petrobras iniciam greve nacional por tempo indeterminado após rejeição de acordo

Funcionários do Sistema Petrobras deflagraram, à 0h desta segunda-feira (15), uma greve nacional e sem data prevista para terminar. A paralisação foi motivada pela rejeição da contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), considerada insuficiente pela categoria após mais de três meses de negociações.

A mobilização ocorre de forma unificada e envolve a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Juntas, as entidades representam cerca de 75 mil trabalhadores e abrangem a grande maioria das unidades operacionais e de extração de petróleo no Brasil. Em assembleias realizadas na base do Sindipetro-NF, a aprovação ao movimento grevista ultrapassou 96%.

Principais reivindicações

O impasse central gira em torno da questão econômica e de direitos trabalhistas. A Petrobras ofereceu um reajuste de 5,66% (reposição da inflação mais 0,5% de ganho real). Os sindicatos, no entanto, pleiteiam um aumento de 9,8% para recompor perdas salariais de anos anteriores.

Além do reajuste, a categoria exige o fim dos equacionamentos (cobranças de dívidas) do fundo de pensão Petros, uma distribuição mais justa dos lucros da empresa — citando os recentes dividendos recordes de R$ 32,7 bilhões pagos a acionistas — e a retomada de direitos suprimidos em gestões passadas. Há também críticas a tentativas da empresa de alterar cláusulas que estão sob judice.

A greve afeta plataformas, unidades administrativas e refinarias. Segundo as lideranças sindicais, a produção não é totalmente interrompida; a segurança e as atividades essenciais são mantidas por equipes mínimas. O impacto se dá pela suspensão das trocas de turno e pela ausência de grupos de reforço, o que pode pressionar o sistema caso a paralisação se prolongue.

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Na manhã desta segunda-feira, a adesão ao movimento impediu o revezamento de funcionários em seis refinarias: Regap (MG), Reduc (RJ), Replan (SP), Recap (SP), Revap (SP) e Repar (PR).

Houve registro de tensão em Duque de Caxias (RJ), onde a Polícia Militar utilizou spray de pimenta para dispersar manifestantes durante o ato na refinaria Reduc. Aposentados e pensionistas também se somaram aos protestos, realizando vigílias em frente à sede da companhia, no Rio de Janeiro.

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