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Unita entrega a Eduardo Paes plano com prioridades para Itaipava

Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), recebeu nesta terça-feira, 19 de maio, um documento com reivindicações para Itaipava, distrito de Petrópolis, na Região Serrana. A agenda foi entregue pela Unita — Unidos por Itaipava durante encontro com empresários e lideranças políticas em Pedro do Rio.

O documento foi apresentado pelo presidente da entidade, Alexandre Plantz, com a presença dos deputados Serginho Fernandes e Laura Carneiro. A proposta reúne prioridades para mobilidade, segurança, acessos à BR-040 e desenvolvimento sustentável do distrito.

Segundo a Unita, o material será entregue a todos os candidatos que forem a Petrópolis apresentar propostas para o Governo do Estado e para o Legislativo. A ideia é manter as demandas de Itaipava no centro do debate político e institucional nos próximos meses.

Reconhecida como um dos principais polos turísticos e econômicos da Região Serrana, Itaipava responde hoje por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) de Petrópolis e recebe mais de 500 mil visitantes por ano. Apesar desse peso econômico, a entidade avalia que o crescimento urbano, turístico e imobiliário do distrito não foi acompanhado por investimentos em infraestrutura, mobilidade e segurança.

Mobilidade e acessos estão entre as prioridades

Entre os principais pontos entregues a Eduardo Paes estão a reestruturação do Trevo de Bonsucesso, apontado como um dos maiores gargalos viários de Itaipava, a construção de uma nova ponte ligando o distrito a Bonsucesso e a duplicação da ponte atual.

O documento também defende intervenções na rotatória do Bramil, novas conexões com a BR-040, duplicação da Rua Agante Moço e ligação com Bonsucesso.

De acordo com a Unita, parte dessas reivindicações já conta com estudos técnicos. Um deles foi feito pela Coppe/UFRJ, contratado pela Prefeitura de Petrópolis em 2024 ao custo de R$ 875 mil. O levantamento confirmou intervenções defendidas há anos por empresários e especialistas da região, mas as obras ainda não têm cronograma definido.

A entidade também afirma que engenheiros e arquitetos ligados à Unita elaboraram projetos que podem ser aproveitados pelo poder público. “O que estamos apresentando não é um documento político-partidário. É uma agenda técnica construída a partir da realidade vivida diariamente por moradores, empresários, trabalhadores e turistas que enfrentam congestionamentos, dificuldades de acesso e limitações de infraestrutura em Itaipava”, afirmou Alexandre Plantz.

Ao receber o documento, Eduardo Paes disse conhecer os problemas de circulação no distrito. “Assim como todos os cariocas, tenho amor a Petrópolis. Me considero praticamente um ‘local’. E como frequentador, sei bem sobre a questão do trânsito e a importância da mobilidade para este distrito”, afirmou.

Segurança pública também entra na pauta

O presidente da Unita afirmou que a entidade quer abrir um canal permanente de diálogo com candidatos nas eleições do próximo ano. Para ele, o peso econômico de Itaipava precisa ser acompanhado por investimentos públicos compatíveis.

“Itaipava tem hoje uma importância econômica estratégica para Petrópolis e para o próprio Estado do Rio. O distrito cresceu, atrai investimentos, movimenta o turismo e gera empregos, mas ficou para trás em infraestrutura. A Unita entende que esse debate precisa estar presente nos planos de governo e nas prioridades dos futuros mandatos”, disse Alexandre Plantz.

Além das obras viárias, o documento inclui pedidos ligados à segurança pública e à mobilidade operacional. Entre eles estão reforço do efetivo policial, ampliação do programa Segurança Presente, implantação de monitoramento por câmeras, criação de um cinturão inteligente de segurança e aumento da presença de agentes de trânsito em períodos de grande fluxo turístico.

A Unita também defende maior articulação entre município, Estado e órgãos federais, como DNIT e DER-RJ, para viabilizar projetos considerados essenciais para a economia local.

“Estamos falando de intervenções que impactam diretamente o comércio, o turismo, os serviços e a qualidade de vida da população. Itaipava não pode mais esperar décadas por soluções enquanto o fluxo aumenta e os gargalos se agravam ano após ano”, completou Alexandre Plantz.

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