
Morreu nesta segunda-feira (27), aos 43 anos, a vereadora Luciana Novaes (PT), que estava em seu terceiro mandato na Câmara do Rio. A parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado, quando foi internada em estado grave na UTI para tratar um quadro de pielonefrite e infiltração no pulmão. A causa da morte ainda não foi divulgada.
A trajetória de Luciana Novaes ficou marcada pela superação. Em 2003, quando cursava Enfermagem na Universidade Estácio de Sá, ela foi atingida por uma bala perdida dentro do campus, no Rio Comprido, na Zona Norte. O disparo a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica.
Na época, médicos chegaram a estimar apenas 1% de chance de sobrevivência. Depois de um longo período de internação e reabilitação, Luciana retomou os estudos, formou-se em Serviço Social e concluiu pós-graduação em Gestão Pública.
A experiência pessoal passou a orientar sua atuação política. Na Câmara Municipal do Rio, a vereadora concentrou boa parte de seu mandato em pautas ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, acessibilidade e políticas públicas de inclusão.
Eleita pela primeira vez em 2016, Luciana Novaes se tornou a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira no parlamento carioca. Ao longo dos mandatos, apresentou projetos voltados ao atendimento de pessoas com deficiência e à ampliação de direitos na cidade.
Nas eleições de 2024, ela ficou na suplência, mas voltou a exercer o mandato depois da licença da vereadora Tainá de Paula (PT), que deixou temporariamente a cadeira para integrar o secretariado municipal.
Em dezembro, Luciana foi internada em estado grave após uma sequência de complicações de saúde, iniciadas depois de uma fratura no ombro em outubro. Segundo informações divulgadas à época, o quadro incluiu pneumonia, infecção urinária e episódios de febre.
Mesmo hospitalizada, a vereadora chegou a participar de uma sessão plenária da Câmara do Rio de forma remota, antes de ser transferida para a terapia intensiva. Na ocasião, familiares, amigos, colegas de militância, eleitores e influenciadores publicaram mensagens de apoio à parlamentar.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. A Câmara do Rio, o Partido dos Trabalhadores e familiares da vereadora ainda não se manifestaram oficialmente.