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Washington Reis diz que não será candidato em 2026 e promete virar “o maior cabo eleitoral do Rio”

Foto: Reprodução

Washington Reis (MDB) resolveu tirar o corpo da disputa de 2026 — pelo menos como candidato. O ex-deputado, ex-secretário e ex-prefeito de Duque de Caxias anunciou que não vai concorrer a nada nas eleições de outubro, depois de ver o caso da sua inelegibilidade ser empurrado mais uma vez no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do portal Tempo Real.

Na quarta-feira (11), o julgamento do recurso apresentado por ele contra uma condenação por crime ambiental voltou a ser interrompido. O ministro Luiz Fux pediu vista, e a novela ganhou mais um capítulo sem data para acabar.

Foi aí que Washington jogou a toalha eleitoral. “WReis não vai ser mais candidato nestas eleições. A briga está muito grande”, disse Washington Reis, em tom de brincadeira.

Só que, no dia seguinte, ele tratou de avisar que não está saindo do tabuleiro. Na quinta-feira (11), a direção nacional do MDB revalidou o mandato dele como presidente estadual do partido, e Washington já se colocou como peça de campanha.

“Serei o maior cabo eleitoral do Rio de Janeiro”, anunciou Washington Reis, sem economizar na frase.

O movimento pesa porque, na política da Baixada Fluminense, Washington sempre entrou na conta de quase todo mundo — base do governador Cláudio Castro (PL) e oposição também. Ele chegou a se lançar como pré-candidato ao governo do estado, embora fosse considerado mais “natural” para o Senado. Mesmo inelegível e com poucas chances de reverter a condenação, seguia mexendo com o tabuleiro.

E mexeu mesmo. Em uma dessas turbulências, o presidente da Alerj e pré-candidato ao governo, Rodrigo Bacellar (União), quando assumiu interinamente o Palácio Guanabara, decidiu exonerar Washington Reis do cargo de secretário estadual de Transportes. Cláudio Castro, que estava viajando, não gostou, rompeu relações com Bacellar — e a costura da base para a sucessão virou um problema.

O resto é o “normal” da política fluminense: todo mundo se reposicionando, alianças ficando provisórias e o ex-candidato virando, oficialmente, um cabo eleitoral com comando partidário na mão.

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