quarta-feira, 19 de agosto de 2026 - 3:09

  • Home
  • Notícias
  • SETORES AFETADOS PELA CRISE ECONÔMICA APRESENTAM PROPOSTAS PARA 2016

SETORES AFETADOS PELA CRISE ECONÔMICA APRESENTAM PROPOSTAS PARA 2016

Redução da carga tributária e investimento em capacitação e tecnologia foram algumas das principais demandas do setor produtivo fluminense apresentadas, nesta quarta-feira (14/10), em uma audiência pública mediada pelo Fórum de Desenvolvimento do Rio em conjunto com as comissões de Orçamento e de Tributação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro, chamado de Panorama da economia fluminense em 2016, aconteceu no auditório do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), no Centro do Rio. Cerca de 50 integrantes das entidades que compõem o Fórum participaram dos debates e informaram que os setores automotivo e de eletrodomésticos foram os mais afetados com a crise este ano.

Gerente de Economia da Federação do Comércio do Rio (Fecomercio), Christian Travassos comentou que o volume de vendas do setor estava crescendo, em média, 15% ao ano, mas que, em 2015, houve uma queda. Para comprovar o que disse, ele citou dados inéditos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dando conta que o comércio encolheu 10% este ano em todo o país. Além do representante da Fecomercio, empresários de vários outros setores também apresentaram suas previsões econômicas para 2016. A audiência servirá ainda para que os deputados tenham mais subsídios para apresentar emendas ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), que chegou à Casa em setembro e estima o orçamento do Governo para 2016 em R$ 79 bilhões.

A LOA começa a ser discutida pela Comissão de Orçamento, presidida pelo deputado Pedro Fernandes (SDD), no próximo dia 20 de outubro, em reunião que contará com a presença dos secretários de Fazenda, Julio Bueno, e de Planejamento, Cláudia Uchôa. Presidente da Comissão de Tributação da Casa, o deputado Luiz Paulo (PSDB) disse que ouvir as demandas da indústria foi necessário para avaliar melhor o projeto de orçamento: “Tivemos hoje, de forma sucinta, uma visão da economia fluminense dada pelos representantes dos diversos setores. E isso ajuda a entender como o orçamento vai se comunicar, seja pelos investimentos ou pela carga tributária que incide sobre esses setores”.

A diretora do Fórum, Geiza Rocha, também ressaltou que os deputados terão mais subsídios para enfrentar a discussão do orçamento e priorizar as áreas que demandam maior atenção do Poder Legislativo. Também estiveram presentes na audiência os deputados Wanderson Nogueira (PSB), Martha Rocha (PSD), Dr. Sadinoel (PT) e Eliomar Coelho (PSol).

Demandas de cada setor

Construção: reúne 193 empresas e pede celeridade nas licitações. De acordo com o presidente-executivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj), Luiz Fernando Santos, foram licitados, de 2007 a 2014, R$ 23 bilhões. “Esse valor é importante para o fomento das construções no Rio, não podemos dar prioridade para outros estados em obras da nossa região”, disse. Ele também afirmou que será necessário que o Estado invista em obras que gerem mais empregos.

Indústria: pediu aumento do prazo para pagamento do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS). O Rio tem o 5º menor prazo de pagamento do imposto no Brasil, explicou o gerente de Ambientes e Negócios do Sistema Firjan, Guilherme Mercês. “O prazo é muito inferior aos outros estados do sudeste que são concorrentes diretos. Isso significa que o empresário tem que pagar o ICMS antes mesmo de receber pela venda e, obviamente, tem que captar esse dinheiro no mercado, tirando competitividade da indústria do Rio “, lembrou.

Agrícola: o produtor rural também enfrenta dificuldades com a crise. Segundo o presidente da Federação da Agricultura (Faerj), Rodolfo Tavares, o crédito rural tem reduzido a aplicabilidade de recursos e, diminuído os investimentos para o próximo ano. “Para crescer, precisamos investir em tecnologia e faltam recursos”, explicou. Tavares também lembrou que a fatia do orçamento destinada à Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Seapec) ainda é curta. Em 2016, será de 0,47% do orçamento total do Estado.

Óleo e gás: representantes do setor de óleo e gás lembraram que a atividade corresponde a um terço do Produto Interno Bruto (PIB) gerado no Rio de Janeiro, e que a previsão é que o barril do petróleo continue com um preço baixo, tendo acréscimo mínimo de US$ 55 para US$ 56 em 2016. Na tentativa de reduzir os impactos da crise, eles pediram estabilidade tributária e mais rapidez no licenciamento ambiental.

(Texto de Buanna Rosa)

 

VEJA MAIS

Brasil tem luto oficial de três dias após morte de atrizes icônicas

O Brasil cumpre luto oficial de três dias pelas mortes das atrizes históricas e ícones…

Velório de Glória Menezes será restrito a familiares e amigos nesta quarta-feira

Foto: Reprodução O velório da atriz Glória Menezes será realizado nesta…

Eleições de 2026 registram recorde de candidaturas indígenas

Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indica que as Eleições 2026…

Ir para o conteúdo