
Usuários do cartão Jaé voltaram a relatar problemas no sistema de bilhetagem municipal, com valores que não aparecem corretamente ou até desaparecem do saldo. A repercussão levou o prefeito Eduardo Paes (PSD) a se posicionar e ameaçar aplicar multas à empresa responsável pelo cartão.
A cobrança ocorreu depois que a operadora divulgou nota ao “Bom Dia Rio”, pedindo o CPF de todos os passageiros que enfrentaram problemas. Paes classificou a medida como “imbecil” e avisou que qualquer repetição do pedido de dados pessoais será motivo para sanção. “Peço desculpas e vou solicitar à Secretaria Municipal de Transportes que verifique o que está acontecendo”, afirmou o prefeito à emissora.
Entre os relatos, passageiros dizem ter carregado valores no cartão e, ao consultar o saldo, encontraram quantias menores ou até mesmo zeradas. Também reclamam da falta de transparência sobre o destino do dinheiro inserido no sistema de bilhetagem.
O novo sistema de bilhetagem tem como responsável por sua operação o Consórcio Bilhete Digital (CBD) que, por sua vez, foi comprado pela Autopass. A empresa opera, também, com um cartão usado nos trens e metrô na Região Metropolitana de São Paulo.
O cartão Jaé é usado em todos os transportes municipais — ônibus, BRTs, VLTs, vans e “cabritinhos” — exceto pelos usuários do Bilhete Único Intermunicipal (BUI). A transição para o novo sistema começou de forma gradual: em junho, para passageiros com gratuidade, e desde agosto, para todos os usuários.