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Modelo da Zona Sul é replicado e projeta praias próprias para banho na Ilha do Governador em 2026

Foto: Daniel Martins/Diário do Rio

Depois de recuperar trechos poluídos da orla da Zona Sul, a Águas do Rio voltou atenções para a Ilha do Governador, onde investe R$ 11,4 milhões em obras de saneamento que integram o plano de recuperação da Baía de Guanabara. A concessionária reformou a Estação de Tratamento de Esgoto da Ilha (Etig) e está instalando coletores a tempo seco, estruturas que evitam o lançamento de esgoto direto no mar. A meta é clara: tornar próprias para banho as praias da Bica, Guanabara e Engenhoca até o fim de 2026. As informações são do jornal O Dia.

Os trabalhos incluem cinco novos pontos de coleta distribuídos entre a Praia de São Bento e os bairros Portuguesa, Moneró e Jardim Guanabara. A conclusão está prevista para junho de 2026. A estimativa é que mais de 4,9 milhões de litros de água contaminada deixem de atingir a baía diariamente, volume equivalente a duas piscinas olímpicas.

“As obras serão concluídas no próximo ano e acreditamos que, com a interceptação do esgoto que era lançado no mar, a natureza iniciará um processo gradual de regeneração. Esperamos observar os primeiros resultados já em 2026”, afirma Sinval Andrade, diretor institucional da Águas do Rio. Ele lembra que a evolução tende a ser progressiva, como ocorreu na Zona Sul e em Paquetá.

O potencial de recuperação das praias da Guanabara, Bica e Engenhoca é considerado alto, em grande parte pela localização favorecida pela renovação natural da água. A própria Praia da Bica já mostra avanços: entre janeiro e setembro de 2025, o trecho próximo à Rua Henrique Lacombe foi classificado como próprio para banho em 40% das medições do Inea, quase o dobro do índice registrado no mesmo período de 2024.

A concessionária intensificou ações na Ilha em 2024, com força-tarefa voltada à eliminação de ligações clandestinas e ao reparo da rede de drenagem. Desde então, 249 pontos irregulares de despejo foram eliminados e mais de duas mil desobstruções foram feitas em tubulações.

A ampliação da capacidade da ETE também está no centro do projeto. “Quando falamos em saneamento básico, tudo é gradual e precisa de muito planejamento estratégico, dentro de um cronograma que exige um passo de cada vez”, explica Fábio Dias, diretor executivo da Águas do Rio responsável pelas obras na região.

Nos quatro primeiros anos de operação, a Águas do Rio investiu R$ 5,1 bilhões e projeta aportes de R$ 19 bilhões até 2033. O foco está na universalização do saneamento no estado, com a meta de atingir 99% de abastecimento de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto nas áreas urbanas.

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