
O Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, permanece fechado desde quarta-feira (4) após um princípio de incêndio. A direção dos Museus Castro Maya, responsável pelo espaço, informou que a suspensão das visitas segue até segunda ordem, por questões de segurança e para a correção de problemas técnicos.
O fechamento foi comunicado exclusivamente pelo Instagram do museu, o que gerou críticas de frequentadores e turistas. Muitos classificaram a comunicação como “inadequada” e “desrespeitosa”, já que o aviso não apareceu no site oficial da instituição.
“É inacreditável a falta de profissionalismo da equipe do museu. Fechar o espaço de última hora, avisando apenas pelo Instagram, sem nenhum registro no site oficial, é avacalhação demais. Trata-se de um museu distante das regiões centrais, e qualquer visitante precisa se programar e se deslocar com antecedência. Em suma, desrespeito total”, comentou um internauta.
Em resposta, a direção dos Museus Castro Maya afirmou que a decisão foi necessária diante de um incidente imprevisível e não programado. Segundo o comunicado, o fechamento tem como objetivo preservar a segurança dos visitantes, da equipe e da floresta do entorno, já que o museu fica em área de Mata Atlântica.
O Museu do Açude integra, junto à Chácara do Céu, em Santa Teresa, o conjunto dos Museus Castro Maya, que enfrenta restrições orçamentárias do Ministério da Cultura. A falta de recursos amplia os desafios de manutenção e segurança das instituições.
O espaço reúne coleções de azulejaria e louça do Porto, arte oriental e artes aplicadas, além de instalações contemporâneas ao ar livre. A propriedade foi adquirida pela família Castro Maya em 1913 e reformada na década de 1920.
Localizado em meio à Floresta da Tijuca, o terreno ocupa uma área de 151 mil metros quadrados, com quatro edifícios. O museu foi criado em 1964 e, a partir dos anos 1990, adotou o conceito de patrimônio integral, que une a preservação cultural ao patrimônio natural.
Além das galerias, o espaço conta com o circuito ao ar livre de instalações permanentes, inaugurado em 1999, com obras de artistas como Anna Maria Maiolino, Eduardo Coimbra, Hélio Oiticica, Iole de Freitas, Lygia Pape, Nuno Ramos e Piotr Uklanski, sob curadoria de Marcio Doctors.
Visitantes devem acompanhar as redes sociais do museu para atualizações sobre a reabertura. A direção informa que trabalha para solucionar os problemas técnicos e garantir condições seguras para o público.
