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Carmelitas encerra desfile antes do previsto após tumulto com ambulantes

Foto: Lívia Nani

O tradicional Bloco das Carmelitas teve o desfile interrompido antes do previsto nesta sexta-feira (13), em Santa Teresa, após problemas causados pelo excesso de ambulantes ao longo do trajeto. Segundo a organização, carrinhos de vendedores bloquearam acessos e rotas de fuga, comprometendo a segurança dos foliões e inviabilizando a continuidade do cortejo.

O bloco havia saído das ladeiras do bairro com destino ao Largo dos Guimarães, mas não conseguiu sequer alcançar o Curvelo. A Rua Almirante Alexandrino ficou completamente tomada por foliões e ambulantes, travando o percurso planejado.

Segundo Rita Fernandes, presidente da Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua do Rio de Janeiro), a situação gerou preocupação imediata com a integridade do público. Foliões relataram que as saídas ficaram obstruídas e que havia risco iminente de acidentes. Diante do cenário, a organização optou por interromper o desfile e desmobilizar o público.

“Todo mundo sabe que ambulantes com carrinhos atrapalham o bloco de rua. Hoje, a nossa maior preocupação é essa. A prefeitura precisa agir, senão teremos problemas muito sérios. Só não tivemos um problema maior porque o bloco teve a prudência de parar e se desmobilizar“, afirmou.

A presidente da Sebastiana também criticou a ausência de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal, além de cobrar reforço no controle de ambulantes e no policiamento para os próximos dias de carnaval.

“Estamos em pânico, sem saber como vai ser de amanhã em diante, qual será a atitude da Prefeitura. Isso já não está mais na mão do bloco”, declarou.

Procuradas, a Prefeitura do Rio e a Riotur ainda não se manifestaram sobre o ocorrido até a publicação desta matéria.

A Sebastiana enviou a seguinte nota:

“A Sebastiana, Associação de Blocos de Rua do Rio, na qual o Bloco das Carmelitas é associado desde sua fundação, lamenta o ocorrido nessa sexta-feira, dia 13 de fevereiro, quando por prudência e em respeito aos foliões, os dirigentes e músicos interromperam o desfile do bloco.

Não é mais admissível que a Prefeitura não olhe para o Carnaval de Rua com a importância que ele tem na cidade e diante de sua dimensão. O não planejamento antecipado dos órgãos de segurança e a falta de atenção aos sinais de que haveria problemas levaram a uma situação que poderia ter resultado em um caso muito mais sério.

O excesso de ambulantes nos cortejos dos blocos, impedindo acessos e descolamentos, é um problema que há alguns carnavais vem sendo relatado e alertado. Defendemos que esses profissionais tenham o direito sim a trabalhar, mas de forma mais organizada e em diálogo com os que colocam os blocos nas ruas, para o bem de todos.

Destacamos ainda que os órgãos de segurança municipais e estaduais, como Guarda-Municipal e Polícia Militar, não podem ignorar a dimensão do carnaval de rua e seus impactos na cidade, fazendo parte da operação de Carnaval que não se restringe à Sapucaí.

Aguardamos o pronunciamento da Prefeitura e da Polícia Militar sobre quais medidas serão tomadas para os desfiles dos próximos dias, a fim de tomarmos as medidas necessárias nos nossos blocos.”

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