
O bloco Bohêmios de Irajá foi reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, após a sanção do governador Cláudio Castro (PL) da Lei nº 11.108, de autoria do deputado Dionísio Lins (Progressista). A inciativa visa a preservação da cultura do samba, da música e da história do carnaval carioca.
Considerado como um dos blocos mais tradicionais da Zona Norte carioca, o Bohêmios de Irajá ocupa um lugar importante na memória cultural da região e reforça a identidade cultural da cidade, como ressaltou Dionísio Lins:
“O Bohêmios de Irajá é a marca registrada do bairro que leva seu nome. Queremos com esse reconhecimento preservar a cultura popular e a memória do Carnaval da Zona Norte Para. Valorizar o Bohêmios de Irajá é reconhecer o papel do samba e dos blocos de rua na formação cultural do Rio de Janeiro”, disse o deputado estadual.
Criado em 13 de fevereiro de 1967, o bloco desde então mantém viva a tradição do samba suburbano, sobretudo do bairro do qual adotou o nome. Ao longo das décadas, o Bohêmios de Irajá construiu uma tradição de gerações, se consolidando como um ponto de encontro para músicos, moradores e amantes do Carnaval.
O Bohêmios de Irajá também ajudou a revelar nomes importantes do samba, como Zeca Pagodinho que, nos anos 1980, foi frequentador assíduo do bloco. A presença do sambista inspirou a chamada ala do pagodinho, segundo Dionísio Lins. Em homenagem à agremiação, Pagodinho gravou a música Boêmio Feliz.
Nomes, como Waguinho, Tico do Gato, Bebeto de São João e Beto Sem Braço também foram sambistas que passaram pela quadra do Boêmios e fazem parte de sua história.
Além de desfilar em seu próprio bairro, na esquina da Avenida Pastor Martin Luther King Júnior com a Avenida Monsenhor Félix, próxima à estação de metrô de Irajá, o Bohêmios de Irajá também marca presença na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio,