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Mais da Metade dos Domicílios Cariocas é Chefiada por Mulheres, Revela Estudo de 2025

Cresce o número de lares chefiados por mulheres no Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro registrou um aumento significativo na participação feminina no mercado de trabalho, com 1,6 milhão de mulheres ocupadas. Dados de 2025 revelam que 1,5 milhão de domicílios cariocas, equivalentes a 53% do total, são chefiados por mulheres. Essa evolução destaca uma tendência que vem se consolidando ao longo da última década. Em 2016, o número de lares liderados por mulheres era de 1,1 milhão, representando 47,4% das residências.

As informações foram obtidas pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e Cuidados, com base em dados do IBGE, em um contexto que coincide com as comemorações do mês dedicado às mulheres.

O estudo também aponta que as mulheres negras lideram 51,6% dos lares na cidade, totalizando 749 mil domicílios, enquanto 48% (696,5 mil) são chefiados por mulheres brancas. O crescimento no número de trabalhadoras, tanto no setor formal quanto informal, é um dos fatores que explica o aumento na proporção de lares sob a liderança feminina. Nos últimos cinco anos, 304,5 mil mulheres conseguiram se inserir no mercado de trabalho, com uma carga horária média semanal de 38,2 horas.

Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, comenta a relevância desses dados: “O levantamento evidencia que as mulheres estão conquistando novas oportunidades. Isso contribui para o aumento desses índices, além de refletir mudanças culturais. Manter a economia aquecida é crucial para gerar empregos e renda para a população”.

Atualmente, o Rio abriga 3,6 milhões de mulheres, representando 53,2% da população total. Aproximadamente 50,6% se identificam como brancas, enquanto 49,4% se declaram negras (pretas e pardas). Entre as mulheres ativas no mercado, 51,6% se autodeclaram brancas e 48,4% negras.

Joyce Trindade, secretária de Políticas para Mulheres e Cuidados, destaca a importância da empregabilidade feminina: “Com mais da metade dos lares da cidade sob a responsabilidade de mulheres, discutir a questão da empregabilidade é falar sobre justiça social. Garantir acesso a trabalho, renda e autonomia é fundamental para fortalecer famílias e reduzir vulnerabilidades, inclusive em relação à violência doméstica. Quanto mais liberdade econômica as mulheres tiverem, mais poderão decidir sobre suas vidas. Nosso papel no governo é criar oportunidades para que essa autonomia se traduza em dignidade e independência”.

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