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Ricardo Couto faz primeiras exonerações no governo do Rio e troca comando do GSI

Ricardo Couto –
Divulgação

Uma semana depois de assumir o governo interino do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, publicou nesta terça-feira (31) suas primeiras exonerações no Diário Oficial. Deixam o Palácio Guanabara o secretário de Governo, Jair Bittencourt, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Edu Guimarães, e o assessor da Casa Civil Fernando Cezar Jorge Hackme, um dos nomes mais ligados ao ex-governador Cláudio Castro.

No caso de Jair Bittencourt, a saída já havia sido antecipada pelo próprio deputado estadual nas redes sociais, na noite de segunda-feira (30). Ele afirmou que decidiu deixar o cargo para retomar a atuação política na Alerj em meio ao momento de indefinição vivido pelo estado. No Diário Oficial, a exoneração dele foi a única publicada “a pedido”.

A movimentação marca a primeira intervenção direta de Ricardo Couto na composição do primeiro escalão desde que assumiu o comando do estado de forma interina. Até aqui, o desembargador vinha adotando um discurso de transição técnica e cautelosa, evitando mudanças mais amplas na estrutura administrativa.

Para o lugar de Edu Guimarães no GSI, Ricardo Couto nomeou Roberto Lisandro Leão, atual corregedor da Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal do Rio. Delegado de Polícia, ele tem mestrado em Administração Pública pela FGV e atuação voltada para gestão, compliance, prevenção à corrupção e inteligência em segurança pública.

Roberto Lisandro trabalhou principalmente na área de inteligência, com foco no combate ao crime organizado, e também presidiu a Comissão Permanente de Inquérito Administrativo Disciplinar na antiga Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança Pública do Rio. Desde fevereiro de 2025, estava na Prefeitura do Rio, onde atuava como coordenador de Inteligência da Secretaria de Integridade e Transparência.

As exonerações acontecem em meio à crise sucessória no estado, com disputas judiciais e políticas sobre o comando definitivo do Executivo fluminense. Nesse cenário, qualquer troca no núcleo do governo acaba sendo lida também como sinal político sobre os próximos passos da gestão interina.

Com informações do Tempo Real

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