
Uma mulher foi atacada por um pitbull em um condomínio, no bairro de Ramos, na Zona Norte da cidade, na noite desta quinta-feira (16). O animal que atacou Gabriela Betazi pertence ao seu namorado, Felipe Sobral Canha.
Um vizinho, que presenciou a cena, tentou socorrer Gabriela, mas também foi atacado pelo cachorro. A vítima foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, localizado na Penha Circular.
Em seus relatos, os vizinhos do casal descrevem o relacionamento entre ambos como conturbado e marcado por brigas. Segundo eles, não é a primeira vez que o cão ataca a mulher.
O vereador Luiz Ramos Filho (PSD), da Comissão de Defesa dos Animais da Cãmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ), destacou a irresponsabilidade do tutor do animal por ele não estar usando focinheira. O vereador fez questão de ressaltar que o cachorro não tem culpa. A “irresponsabilidade” é do tutor:
“Está demais. Alguma coisa precisa ser feita. O cachorro não tem culpa. Mas é muita irresponsabilidade do tutor sair com um cão feroz sem focinheira. A lei estadual precisa ser revista porque não vê sendo cumprida. Deve haver punição. A toda hora recebemos chamados sobre cães ferozes saindo sem focinheira e botando em risco a vida de outras pessoas”, lamentou Luiz Ramos Filho.
Diante de reincidência de casos, o vereador adiantou que pretende apresentar uma lei na Câmara Municipal para que os tutores que saírem com cães ferozes sem focinheira sejam multados.
Desde 1999, a comercialização de cães da raça pitbull é proibida no Estado do Rio de Janeiro. Pelas leis 3.205/1999 e 4.597/2005, cachorros das raças pitbull, fila, doberman e rottweiler só podem circular em locais públicos, entre 22h e 5h, obrigatoriamente conduzidos por guia com enforcador e focinheira. Também é exigida a esterilização dos animais a partir dos 6 meses.
Para Luiz Ramos Filho, a recorrência dos casos mostra que as leis não estão sendo cumpridas, o que obriga o poder público e rever as normas:
“Se a lei não vem sendo cumprida, precisa ser revista, discutida. Mas alguma coisa precisa ser feita. São muitos casos. É urgente que a legislação seja alterada e tem que haver fiscalização, para que os tutores que não seguirem as regras e colocarem a vida de outras pessoas em risco sejam responsabilizados “, diz Ramos Filho.