
O ex-prefeito Eduardo Paes voltou a mirar o grupo político adversário nas redes sociais. Em publicação no X, nesta quarta-feira (29), o pré-candidato do PSD ao governo do Rio criticou a mobilização de PL, Progressistas e União Brasil em torno da sucessão no Executivo fluminense.
Os partidos avaliam medidas para pressionar pela saída do governador interino Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, e pela posse do presidente da Alerj, Douglas Ruas, do PL.
Na postagem, Paes sugeriu que a movimentação dos rivais estaria ligada às auditorias e revisões feitas pela gestão de Ricardo Couto no governo estadual.
“Tudo que o Governador Interino do Estado do Rio vem desmontando nos últimos tempos ‘pertence’ a personagens desses partidos. Dos bilhões do Banco Master até… bom… o tempo vai mostrar. Entenderam a ansiedade? Auditorias e governo sério acabam com o pote de mel”, afirmou Eduardo Paes.
Em seguida, o ex-prefeito elevou o tom contra a possibilidade de obstrução no Congresso Nacional. Representantes de PL, PP e União Brasil se reúnem nesta quarta para avaliar se farão bloqueio de votações enquanto persistir o impasse sobre o comando do governo do Rio.
“Não bastava terem destruído o Rio, querem agora parar o Brasil para voltar a aprontar! Será que os outros Estados do país vão aceitar? Minha opinião é que eles desmoralizam ainda mais o Rio. Já que tem tanta força assim e querem parar o Brasil, quero ver fazer esse movimento por causa dos Royalties. Aí sim mostrariam estar preocupados com Rio”, completou Eduardo Paes.
Líderes devem anunciar posição
Na terça-feira (28), o senador Carlos Portinho, do PL, criticou a permanência de Ricardo Couto no comando do Executivo estadual e defendeu que Douglas Ruas assuma o governo.
“Está sendo rasgada a Constituição, não só a do estado, mas a Constituição do Brasil. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro elegeu, recentemente, o deputado estadual Douglas Ruas. Ele é o presidente efetivo e, por força da lei, da nossa carta magna, na vacância é ele quem assume o governo do estado para convocar eleições indiretas”, disse Carlos Portinho.
O senador afirmou ainda que, na visão do grupo, não haveria margem para outra interpretação.
“É o que diz a lei, não tem o que interpretar, não tem malabarismo, contorcionismo jurídico que caiba nisso”, declarou Carlos Portinho.
Os líderes de PL, PP e União Brasil devem anunciar a posição do grupo após a reunião.
As informações são do portal Tempo Real