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Deputados ameaçam expor supostas amantes de desembargadores na Alerj em retaliação a Ricardo Couto

Plenário da Alerj

A faxina promovida pelo governador em exercício Ricardo Couto na máquina estadual começou a provocar reações cada vez mais duras nos bastidores da política fluminense. Insatisfeitos com o choque de austeridade e transparência no Governo do Estado do Rio, deputados estaduais teriam feito uma ameaça ao Palácio Guanabara: divulgar uma lista de supostas amantes de desembargadores que receberiam sem trabalhar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). As informações são de Otávio Guedes/g1.

A ameaça seria uma retaliação às novas exonerações promovidas por Ricardo Couto, que retirou cerca de 1,6 mil servidores da estrutura estadual. Parte desses nomes é apontada nos bastidores como funcionária fantasma ou como indicação política de grupos que davam sustentação ao governo do ex-governador Cláudio Castro.

Segundo relatos, alguns desses servidores sequer teriam crachá ou acesso aos sistemas internos do estado. A presença deles na folha seria resultado de indicações políticas acumuladas ao longo dos últimos anos.

Grupo ligado a Castro e Douglas Ruas reage à faxina

A movimentação parte de deputados ligados à base do ex-governador Cláudio Castro e ao entorno de Douglas Ruas, presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do estado.

Nos bastidores, esse grupo é tratado por adversários como a ala mais “aloprada” do campo político que tenta enfraquecer o governo interino de Ricardo Couto. A estratégia seria criar constrangimento institucional e deslocar o foco das exonerações feitas no Executivo estadual.

A ameaça de expor supostos casos dentro da Alerj mostra o nível de tensão entre o Palácio Guanabara e parte do Legislativo. Também revela como o corte de cargos atingiu áreas sensíveis da engrenagem política montada durante o governo Castro.

Exonerações mudam o jogo político no estado

Desde que assumiu o comando interino do Governo do Rio, Ricardo Couto vem promovendo mudanças em secretarias, órgãos e fundações estaduais. O movimento inclui exonerações, troca de comandos e novas regras de compliance para nomeações em cargos comissionados.

A reação de parte dos deputados indica que a disputa deixou de ser apenas administrativa. Agora, a briga envolve controle político, cargos, influência sobre a máquina pública e a sucessão no Palácio Guanabara.

Com a crise aberta, o governo interino tenta sustentar o discurso de reorganização da máquina estadual. Já os grupos atingidos pelas exonerações buscam formas de pressionar Ricardo Couto e desgastar sua permanência no cargo.

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